Crédito: Divulgação
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Caminhada verde-histórica: paisagens culturais e ambientais do Jardim da Luz

Com Tainã Dorea e Anselmo de Castro

Florestar

Bom Retiro

Duração: 120 minutos

A16

atividade presencial

Grátis

Local: Praça da Luz, s/n - Bom Retiro

Inscrições no local com 30 minutos de antecedência. Vagas limitadas

Data e horário

06/06 a 06/06

06/06 • Sábado • 14h00
Crédito: Divulgação
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A caminhada verde-histórica no Jardim da Luz propõe uma experiência formativa que articula patrimônio cultural, paisagem cultural, arquitetura da paisagem e meio ambiente, promovendo uma leitura integrada da cidade e de seus espaços públicos.

Ao longo do percurso, será aplicada uma metodologia ativa, estimulando a construção coletiva do conhecimento por meio da observação, da escuta sensível, da reflexão crítica e do diálogo. A leitura da paisagem será conduzida sob a perspectiva cultural, destacando os aspectos simbólicos da natureza e os processos históricos de construção da paisagem urbana.

A atividade abordará a formação e as transformações do parque, os referenciais formais do paisagismo europeu e sua relação com a urbanização da cidade, bem como a presença negra nesse território, os desafios ambientais e os processos contemporâneos de vulnerabilização social. Além da dimensão histórica, serão discutidos temas como biodiversidade, uso de espécies exóticas e invasoras, conforto térmico, mudanças climáticas, serviços ecossistêmicos e o papel dos parques na promoção da qualidade de vida.

Inscrições no local com 30 minutos de antecedência. Vagas limitadas

Durante o trajeto entre o Sesc e o parque, será realizada a observação da vegetação urbana, com a identificação de plantas alimentícias não convencionais (PANCs) e a problematização de sua presença espontânea na paisagem da cidade. Será proposta uma comparação com a menor ocorrência dessas espécies no interior do parque, incentivando a reflexão sobre critérios de seleção vegetal e modelos de paisagismo urbano.

A proposta busca fortalecer o vínculo com o espaço público, promovendo educação ambiental e consciência histórica, além de incentivar o acesso democrático à natureza e a valorização da paisagem como patrimônio coletivo.

Tainã Dorea é Arquiteta e Urbanista formada pelo Instituto Federal de São Paulo (IFSP), possui Especialização em Gestão de Projetos pela Poli USP Pro e é mestranda pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo – FAUD-USP, onde pesquisa sobre paisagem da diáspora através do Slam da Guilhermina. Atualmente é docente da área de paisagismo. Criou também o arquilombo, um escritório-laboratório que une dois eixos principais: a realização de projetos consultorias de paisagismo e arquitetura; e a pesquisa dedicada a dar visibilidade a projetos, profissionais e referências bibliográficas afrorreferenciadas no campo da Arquitetura da Paisagem. A partir do arquilombo, tem realizado experimentações e pesquisas sobre paisagismo afrorreferenciado. É também conselheira suplente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, participando da Comissão de Políticas Afirmativas e da Câmara Temática de Clima e Cofundadora do Coletivo Ewe – Paisagistas Afro-indígenas, um coletvo de networking e pesquisa para paisagistas afro-indígenas.

Anselmo de Castro formou-se em Ciências Biológicas pela UNESP São Vicente, com sólida experiência na área de botânica e no estudo da relação entre vegetação, paisagem e meio ambiente. É formado em Paisagismo pelo Senac e possui pós-graduação em Arquitetura da Paisagem. Também é guia de turismo oficialmente credenciado, conduzindo grupos há mais de doze anos em roteiros que articulam natureza, cultura e patrimônio, promovendo experiências educativas e sensíveis com o território.

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