Foto: Reprodução
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O cinema de Sara Gómez: 1964-1968

Eu Vou para Santiago, Guanabacoa: Crônica de Minha Família, Uma Ilha para Miguel, Na Outra Ilha

Vila Mariana

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atividade presencial

Local: Auditório (Torre A, 1º andar)

Retirada de ingresso online no app Credencial Sesc SP e presencial nas bilheterias das unidades a partir de 21/7 às 14h.

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Para celebrar a luta e a resistência das Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas, o Sesc Vila Mariana destaca a produção de Sara Gómez (1942-1974), uma das vozes mais originais do cinema cubano pós-revolucionário. Gómez foi a primeira mulher a dirigir um longa-metragem em Cuba e se dedicou a registrar temas sociais e a cultura afro-cubana, destacando o cotidiano de populações marginalizadas.

Eu Vou para Santiago (Cuba, 1964, 16min)
Através de imagens históricas, Sara Gómez revela a vida cotidiana afro-cubana na cidade portuária de Santiago de Cuba, realizando um retrato vívido e afetuoso do local e de seu povo.

Guanabacoa: Crônica de Minha Família (Cuba, 1966, 15min)
Pioneiro no gênero de documentários autobiográficos, este filme da renomada diretora cubana Sara Gómez explora suas raízes familiares para oferecer um retrato pessoal por meio de fotos, da música popular e dos contos das mulheres. É também um documento poderoso sobre as experiências de uma família negra de classe média em Cuba, antes e depois da revolução.

Uma Ilha para Miguel (Cuba, 1968, 20min)
Sara Gómez documenta o cotidiano da Ilha da Juventude, anteriormente chamada de Ilha de Pinos, localizada em Cuba. Ela filma as discussões sobre os problemas da construção, da escola e das atividades de lazer dos jovens em 1968 e contextualiza essas imagens com o pensamento de Frantz Fanon sobre a construção de uma nação por meio da descolonização. No filme acompanhamos um jovem em situação de risco chamado Miguel, que é enviado para Havana como parte de um programa de reeducação do governo.

Na Outra Ilha (Cuba, 1968, 41min)
Sara Gómez realiza retratos individuais dos habitantes da Ilha de Pinos (atualmente conhecida como Ilha da Juventude), em Cuba. As pessoas contam suas histórias, compartilham pensamentos e discutem temas sociais.

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