Duração: 120 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: CPF - 4º Andar
Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência, presencialmente na bilheteria do CPF Sesc.
Data e horário
Mesa de abertura: Alcides Villaça conversa com Fernando Paixão, uma apresentação da obra da poeta homenageada da Flip.
Alcides Villaça é professor sênior na área de Literatura Brasileira da USP, na qual ingressou como docente em 1973 e se aposentou como titular em 2022. Fez mestrado e doutorado sob a orientação do Prof. Alfredo Bosi. Dedica-se sobretudo a estudar poetas brasileiros modernos e a ficção de Machado de Assis. Tem colaborado como crítico em vários periódicos. É autor dos livros de poesia O tempo e outros remorsos (Ática,1975), Viagem de trem (Duas Cidades, 1988), O invisível (Editora 34, 2011 ), Ondas curtas (Cosac Naify, 2014) e do estudo crítico Passos de Drummond (Cosac Naify, 2006).
Fernando Paixão nasceu em Portugal e vive em São Paulo desde a infância. Teve uma longa carreira como editor profissional na editora Ática, ingressou em 2009 na docência acadêmica e desde então leciona Literatura no Instituto de Estudos Brasileiros, da Universidade de São Paulo. Estreou na poesia aos 25 anos, em 1980, tendo lançado cinco livros de poemas, além de. Publicou diversos livros de ensaios, com destaque para Antologia do poema em prosa no Brasil (Ateliê/Editora Unicamp) e Descoberta da poesia: uma introdução à leitura poética (Edusp), ambos de 2025. É ganhador do Prêmio Jabuti e do Prêmio APCA.
Poeta premiada e muito celebrada por seus pares e pela crítica, Orides Fontela (1940-1998) ficou mais conhecida por sua vida atribulada do que por sua poesia inovadora e singular. Orides publicou 5 livros: Transposição (1969), Helianto (1973), Alba (1983, Prêmio Jabuti), Rosácea (1986) e Teia (1996, Prêmio APCA). Seus poemas foram ainda reunidos em Trevo: 1969-1988 (1988), Poesia reunida: 1969-1996 (2006) e Poesia completa (Hedra, 2015).
Dona de uma poesia muito concisa e despojada de ornamentos, e afeita aos poemas curtos, Orides recebeu atenção extraordinária da crítica literária, que via nela uma renovadora do modernismo, e mesmo de poetas consagrados como Drummond. É uma referência incontornável no cenário da poesia contemporânea brasileira.
A decisão de homenageá-la tem algumas razões:
1) Orides é uma das mais importantes poetas brasileiras do século XX e, mesmo com a importância de sua obra, segue pouco conhecida.
2) O atual panorama da poesia brasileira vem se incrementando, com a multiplicação de publicações, casas editoriais e eventos ligados a esse gênero. Esse momento conta com uma presença feminina importante – entre os autores vivos de poesia mais lidos no Brasil, estão, sem dúvida alguma, poetas mulheres, como Ana Martins Marques, Marília Garcia e Mar Becker.
3) Há ainda a oportunidade de colocar em destaque a obra de Orides, sempre ofuscada por sua precariedade material e sua instabilidade emocional, conjunto que costuma cobrar um preço mais caro quando associado a mulheres do que a homens.
Por essas razões, organizou-se a proposta em torno de mesas que têm por objetivo recuperar a trajetória de Orides Fontela; apresentar sua obra e discutir as principais características de sua poesia; discutir a atualidade de Orides Fontela.
Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência, presencialmente na bilheteria do CPF Sesc.
Utilizamos cookies essenciais para personalizar e aprimorar sua experiência neste site. Ao continuar navegando você concorda com estas condições, detalhadas na nossa Política de Cookies de acordo com a nossa Política de Privacidade.