Duração: 120 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: CPF - 4º Andar
Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência, presencialmente na bilheteria do CPF Sesc.
Data e horário
Poetas conversam sobre ecos da obra de Orides em seu trabalho e em sua formação como leitores. Com Ana Estaregui, Isabela Bosi e Nina Rizzi. Mediação: Tarso de Melo
Ana Estaregui, nascida em Sorocaba, em 1987, é poeta e doutoranda em Letras pela Universidade de São Paulo. É autora dos livros Chá de Jasmim (Patuá, 2014), Coração de boi (7Letras, 2016), Dança para cavalos (Fósforo/Luna Parque 2022) e Fazer círculos com mãos de ave (Editora 34, 2025). Trabalha organizando grupos livres de escrita e artes visuais.
Isabela Bosi é escritora e doutora em Literatura e Crítica Literária (PUC-SP), com pesquisa realizada na Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3. É autora dos livros Quase (nadifúndio, 2019), adaptado para o teatro em São Paulo pelo Quase Um Coletivo; Sobre viver (nadifúndio, 2019), com traduções na Argentina e no Peru; Elida Tessler: alguns envios de tempos e memórias (UFMG, 2023); é perigoso deixar as mãos livres (Círculo de Poemas, 2025); e Bar do Anísio: casa de liberdades (2013), reeditado no ano de 2025.
Nina Rizzi é escritora, tradutora, professora e pesquisadora das intersecções entre memória, artes visuais, literatura e educação com enfoque em gênero, raça e classe. É formada em História pela UNESP e Mestra em Literatura Comparada pela UFC. Traduziu obras de Alejandra Pizarnik, Abi Daré, Alice Walker, bell hooks, Gayl Jones, Jacqueline Woodson, James Baldwin, Nikki Giovanni, Toni Cade Bambara, entre outros nomes. É autora de livros como tambores pra n’zinga (Multifoco, 2012), sereia no copo d’água (Edições Jabuticaba, 2019) e diáspora não é lar (Pallas, 2025) e dos infantis A melhor mãe do mundo (Companhia das Letrinhas, 2022) e Elza, a voz do milênio (VR Editora, 2023). Em 2024 foi agraciada com o Prêmio Internacional Culturas de Resistência (CoR Award).
Tarso de Melo é poeta e editor. Coordena o Círculo de Poemas, coleção da editora Fósforo. Doutor em Filosofia do Direito pela USP, atualmente realiza pós-doutorado em Teoria Literária na Unicamp. É autor do livro de poesia As formas selvagens da alegria (Alpharrabio, 2022) e do ensaio Música do mundo: introduções à poesia (Fósforo, 2026), entre outros livros.
Poeta premiada e muito celebrada por seus pares e pela crítica, Orides Fontela (1940-1998) ficou mais conhecida por sua vida atribulada do que por sua poesia inovadora e singular. Orides publicou 5 livros: Transposição (1969), Helianto (1973), Alba (1983, Prêmio Jabuti), Rosácea (1986) e Teia (1996, Prêmio APCA). Seus poemas foram ainda reunidos em Trevo: 1969-1988 (1988), Poesia reunida: 1969-1996 (2006) e Poesia completa (Hedra, 2015).
Dona de uma poesia muito concisa e despojada de ornamentos, e afeita aos poemas curtos, Orides recebeu atenção extraordinária da crítica literária, que via nela uma renovadora do modernismo, e mesmo de poetas consagrados como Drummond. É uma referência incontornável no cenário da poesia contemporânea brasileira.
A decisão de homenageá-la tem algumas razões:
1) Orides é uma das mais importantes poetas brasileiras do século XX e, mesmo com a importância de sua obra, segue pouco conhecida.
2) O atual panorama da poesia brasileira vem se incrementando, com a multiplicação de publicações, casas editoriais e eventos ligados a esse gênero. Esse momento conta com uma presença feminina importante – entre os autores vivos de poesia mais lidos no Brasil, estão, sem dúvida alguma, poetas mulheres, como Ana Martins Marques, Marília Garcia e Mar Becker.
3) Há ainda a oportunidade de colocar em destaque a obra de Orides, sempre ofuscada por sua precariedade material e sua instabilidade emocional, conjunto que costuma cobrar um preço mais caro quando associado a mulheres do que a homens.
Por essas razões, organizou-se a proposta em torno de mesas que têm por objetivo recuperar a trajetória de Orides Fontela; apresentar sua obra e discutir as principais características de sua poesia; discutir a atualidade de Orides Fontela.
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