Cred: Anthony Karai Poty/ Ivania dos Santos Neves/ John Abé, ft por Luzneri Azevedo.
Cred: Anthony Karai Poty/ Ivania dos Santos Neves/ John Abé, ft por Luzneri Azevedo.

Astronomias ancestrais – conhecimentos celestes de povos indígenas

com Anthony Karai Poty, do Povo Guarani Mbya; Ivania dos Santos Neves, professora da Universidade Federal do Pará; e John Abé, indígena do povo Dessano. mediação de Lígia Azevedo.

Celestiais

24 de Maio

Duração: 90 minutos

L

atividade presencial

Grátis

Local: Térreo

Data e horário

28/07 a 28/07

28/07 • Terça • 19h00
Cred: Anthony Karai Poty/ Ivania dos Santos Neves/ John Abé, ft por Luzneri Azevedo.
Cred: Anthony Karai Poty/ Ivania dos Santos Neves/ John Abé, ft por Luzneri Azevedo.

Como se chamam as Três Marias na tradição Tukano? E o Cruzeiro do Sul para o povo Dessano? Na conversa, três pessoas convidadas compartilham como os fenômenos celestes são percebidos e sua importância na tradição de seus povos.

Anthony Guarany Karaí Poty é um criador inspirado pela força da cultura Guarani Mbya e pela conexão entre ancestralidade e modernidade. Escreve contos, reflexões e músicas que abordam identidade indígena, resistência, espiritualidade e desigualdade social. Também explora arte visual, animações e temas como astronomia indígena e mitologia tradicional. Sua expressão artística mistura sabedoria ancestral, criatividade contemporânea e orgulho de suas raízes.

Ivânia dos Santos Neves é antropóloga, linguista e professora da Universidade Federal do Pará. Desde 1999 se dedica a projetos envolvendo as cosmologias e as oralidades indígenas, sobretudo, na Pan-Amazônia. Além de uma extensa produção bibliográfica acadêmica, já produziu uma série de audiovisuais sobre narrativas orais indígenas. Recebeu o Prêmio Jabuti com o livro “O céu dos índios Tembé”. Bolsista de Produtividade do CNPq, atualmente tem se dedicado a orientar discentes indígenas na pós-graduação.

John Alexandre Dias Restrepo (John Abé), indígena Dessana de São Gabriel da Cachoeira (AM), Formado em Gestão de Turismo pela universidades estadual do Amazonas, é graduando em Licenciatura em Letras-Português na Unicamp. Participou de projetos como Contação de Histórias Indígenas (2019-2021) e Cultura Lab: Museu Paiter Surui (2021), bolsista BAS no Espaço Cultural na Casa do Lago/UNICAMP. Pesquisa a Língua Ye’pa Mahsã (Tukano), coordenador do Acordo Ortográfico da Língua Tukano(2025/2026), e ministra oficinas/palestras sobre temas indígenas Dessana/Tukano em escolas de Campinas. Também cria pinturas de grafismos em telas e em espaços culturais.

Mediação:
Lígia Azevedo, técnica de programação no Sesc Santos, sendo referência da área de Diversidade / Povos Indígenas desde 2019. Desde então, atua principalmente com comunidades indígenas Guarani Mbya e Tupi Guarani na Baixada Santista. É formada em Jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA – USP), e tem especialização em Gestão Cultural pelo Instituto Itaú Cultural e Universidad de Girona (Espanha).

A ação faz parte do projeto Celestiais, que propõe investigar as múltiplas formas de relação das pessoas com o céu, os astros e o cosmos. A partir de uma programação diversa, o projeto convida o público a refletir sobre como diferentes culturas, saberes e linguagens interpretam os fenômenos celestes e constroem sentidos sobre o universo.

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