Eskya: Vozes Ancestrais (Yafeëkhet'de Sekletxase)
Eskya: Vozes Ancestrais (Yafeëkhet'de Sekletxase)

Eskya: Vozes Ancestrais (Yafeëkhet’de Sekletxase)

Música das Mulheres Fulni-ô

Santana

Duração: 60 minutos

L

atividade presencial

Grátis

Local: Convivência

Gratuito

Data e horário

12/07 a 12/07

12/07 • Domingo • 17h00
   Eskya: Vozes Ancestrais (Yafeëkhet'de Sekletxase)
Eskya: Vozes Ancestrais (Yafeëkhet'de Sekletxase)

“Vozes ancestrais” brota do coletivo de mulheres Eskya, que signfica “tecer” na língua yaathê. O povo fulni-ô é o único povo que ainda mantém sua língua materna dentro dos povos indígenas do nordeste brasileiro e nesse processo de resistência cultural, os cantos foram essenciais para a preservação e a continuidade da língua.

O “Tecer” vem como ato simbólico relacionado à palha, matéria-prima utilizada para o artesanato que garantia o sustento das famílias do território desde tempos muito antigos. Eskya, portanto, busca honrar as guardiãs dos saberes, reconhecendo nelas a origem da força e da resiliência na cultura fulni-ô.

Yafeëkhet’de Sekletxase é um espetáculo musical de mulheres do povo Fulni-ô que apresenta cantos tradicionais como expressão de ancestralidade, espiritualidade e resistência, afirmando o protagonismo feminino indígena por meio da voz, do corpo e da memória coletiva.

Sobre os Funi-ô
O povo fulni-ô está localizado atualmente no município de Águas Belas no agreste meridional pernambucano e tem aproximadamente 6 mil habitantes, falantes da língua “Yaathe”, a única língua indígena do nordeste que resistiu à colonização. Sua identidade cultural é marcada pelo ritual do Ouricuri, onde a comunidade permanece três meses em reclusão focada em práticas espirituais importantes para a continuidade das tradições culturais do povo. Nesse contexto de muitos desafios atravessados pela seca da caatinga, o trabalho das mulheres tem sido essencial na nutrição de novas possibilidades de vida, de expressão artística e expansão cultural.

Sobre ESKYA, Mulheres indígenas Fulni-ô
– Nudhya (Salma) é mulher indígena do povo Fulni-ô (Águas Belas-PE), condutora da medicina da jurema sagrada, doula, artesã, empreendedora e ativista pelos direitos das mulheres originárias.
– Ewany Fulni-ô (Dorilma) é agente cultural, artesã e cantora indígena Fulni-ô, de Águas Belas, Pernambuco, integrante do grupo vocal Vozes Ancestrais e do coletivo indígena Eskya, voltado ao fortalecimento das mulheres da aldeia Fulni-ô.
– Júlia Maynã é multiartista, educadora e produtora
cultural, mulher indígena do povo Xukuru-Kariri (AL). Sua atuação transita entre aldeia e cidade, abordando temas como migração indígena, memória ancestral e resistência cultural.
– Joyce Micielle é fotógrafa desde 2019, com atuação na fotografia documental e autoral, voltada ao registro do cotidiano, da memória e das narrativas visuais, desenvolvendo trabalhos sobre a continuidade dos saberes das anciãs e o fortalecimento do apoio mútuo entre mulheres indígenas.

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