Duração: 180 minutos
atividade presencial
Local: Centro de Pesquisa Teatral - 7º andar e Espaço Provisório - 3º andar
Inscrição de 3/7 a 9/7, via forms, com seleção.
Datas e horários
21/07 a 21/08
A partir do material de estudos do processo criativo do novo espetáculo do Grupo Clariô, “Casa do Norte”, somado às pesquisas do repertório da Cia, a residência abordará estética, figurino, luz, cenário, música, corpo e comicidade, refletindo os modos de produção desse coletivo negro da periferia de São Paulo.
O Grupo Clariô de Teatro é um coletivo de teatro periférico, resistente, que busca, por meio da cena e da troca com outros coletivos, discutir a arte produzida PELA periferia, NA periferia e PARA a periferia. É um grupo marcado pela teimosia, que há quase vinte anos segue com o objetivo de produzir e pensar o teatro nas bordas da metrópole.
Seu trabalho se concentra em Taboão da Serra, cidade/dormitório, periferia da região metropolitana do Estado de São Paulo, onde se localiza o Espaço Clariô. Mantido pelo grupo desde 2005, local de formação e produção de pensamento junto à comunidade. Hoje o Espaço é um polo cultural de referência na região e fora dela.
Sobre a residência artística:
SEMANA 1
Dia 21/07 – Teatro de Grupo (CLARIÔ E SUA HISTÓRIA) com o Grupo Clariô de Teatro.
O elenco e a equipe fundadora do Grupo Clariô trazem aos residentes sua trajetória, seu marco no teatro paulista e sobretudo como mater durante 20 anos o Teatro de Grupo e uma cede fora do centro de São Paulo.
Dias 22/07
Camadas, Presença e Composição (FIGURINO) com Martinha Soares e Thayame Costa
A vivência propõe um mergulho no processo de criação estética do espetáculo Casa do Norte, investigando o figurino como extensão da memória, da ancestralidade, da comunidade e da dramaturgia. Durante os encontros, os participantes irão experimentar processos de criação a partir de personagens da peça, utilizando técnicas de modelagem, amarração, colagem, sobreposição de tecidos e aplicação de objetos.
Dias 23 e 24/07
Entre luz, sombra e estética (LUZ E CENARIO) com Rager Luan, Zerlo e Alexandre Souza
Entre luz, sombra e espaços a estética do precário se ergue na cena. Os participantes vão vivenciar a concepção e criação da cenografia e iluminação do novo espetáculo do Grupo Clariô.
SEMANA 2
Dias 28, 29, 30 e 31/07
Canto Cênico (MUSICA) com Naloana Lima e Gabriel Coupe
A proposta parte do universo musical e temático do novo espetáculo em processo de criação do Grupo Clariô de Teatro, investigando sonoridades populares como o forró e o tecnobrega como caminhos para a construção cênica, dramatúrgica e vocal. O curso busca experimentar a música como presença, narrativa e movimento, trabalhando a relação entre voz, corpo e cena.
Durante os encontros, serão desenvolvidas práticas de canto, escuta, improvisação, coralidade e criação coletiva, atravessadas pelas referências da cultura popular presentes na trajetória do Grupo Clariô.
SEMANA 3
Dias 04, 05, 06 e 07/08
“r.ebó.lar” (CORPO) com Castilho
“r.ebó.lar” é uma metodologia de base ritual, que propõe o corpo como casa, investiga o movimento espiralar como estratégia de acesso à autonomia, à potência criativa e ao conhecimento corporificado, engajando estados de exaustão e regeneração como processos políticos e estéticos. Enraizado em epistemologias afro-indígenas e dissidentes, o trabalho se desenvolve por meio de práticas somáticas intensivas que ativam ossos, líquidos, musculatura, pele e o eixo espiralar da coluna.
SEMANA 4
Dias 11, 12, 13 e 14/08
Corpo cômico (INTERPRETAÇÃO COMICA) com Washington Gabriel
O objetivo é difundir a arte da comicidade, levando aos participantes um conhecimento prático da comedia popular. Será desenvolvido com exercícios de improvisação, noções básicas de palco, exercícios de expressão corporal e jogos de improviso.
SEMANA 5
Dias 18 e 19/08
Direção Cênica com Naruna Costa
Compartilhar repertórios de criação para que as pessoas residentes tenham material criativo para elaborar cenas do espetáculo, como um exercício de interpretação. A ideia é levantar algumas cenas da peça “A Casa Do Norte”, utilizando elementos que a residência já tenha trabalhado, como música, humor, figurinos, cenário e luz e juntar esses novos saberes aos repertórios de interpretação que o grupo Clariô costuma utilizar para a criação das personagens.
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