atividade presencial
Grátis
Local: 1º Pavimento Hall
Datas e horários
01/08 a 30/08
A série Inventários, desenvolvida pelo Jardim Miriam Arte Clube (JAMAC), investiga modos de organizar, ler e ativar acervos a partir do desenho, da estampa e da organização gráfica. Cada proposta parte de um conjunto específico de imagens, objetos, narrativas ou situações, entendendo o inventário como um exercício aberto, capaz de produzir leituras, deslocamentos e circulação de outras histórias. Inventário (ordinário), criado para a programação Fazer um monte: ocupação gráfica coletiva do Sesc Belenzinho, se volta aos objetos do cotidiano.
O ponto de partida são objetos guardados ou esquecidos, amados ou rejeitados, tomados como portadores de memórias, afetos e relações. A proposta trabalha com uma catalogação dinâmica, construída pelas relações que surgem quando esses objetos são aproximados, repetidos, sobrepostos e organizados em séries.
O desenho é a primeira operação de atenção: ao representar um objeto, outras dimensões se tornam visíveis, como forma, desgaste, ritmo, ausência e excesso. A partir desses desenhos, o projeto produz estampas em estêncil, pensadas como unidades abertas, passíveis de rearranjo e recombinação. Funcionam como conjuntos móveis, em que cada imagem pode mudar conforme o contexto, o uso ou a narrativa.
Um grande móvel de ferramentas e uma fantasia de dinossauro de feltro, uma toalha de banho molhada e uma serra de fita, ou ainda um objeto que, pela repetição, deixa de ser figura e passa a operar como paisagem.
Inventário (ordinário) funciona como espaço de ativação e também como ativação do espaço. As estampas e suas histórias serão compostas em diferentes suportes e combinações, acompanhadas de QR Codes e textos auxiliares, em adesivos e bandeiras em tecido, criando percursos visuais e narrativos. A partir de objetos da unidade, do público e do entorno, o projeto organiza um acervo em circulação, abrindo outras possibilidades de diálogo e leitura.
No hall de oficinas, o espaço se organiza de forma simples e aberta. Cadeiras dispostas para acolher o público convidam à permanência, à conversa e à observação. Mesas tipo pranchão reúnem materiais dos coletivos participantes, formando uma pequena mostra gráfica com publicações, impressos e registros de processos. Esses conjuntos funcionam como núcleos de leitura e partilha, ativando o espaço como lugar de encontro entre práticas.
O Jardim Miriam Arte Clube (JAMAC) é um espaço cultural da zona sul de São Paulo que, há mais de 20 anos, desenvolve processos de criação coletiva em diálogo com territórios e comunidades. Criado pela artista Mônica Nador e construído ao longo do tempo por muitas pessoas, o JAMAC se mantém como um espaço aberto a encontros, formações e experimentações que aproximam arte e vida, estética e política.
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