Duração: 60 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: ÁTRIO
Datas e horários
26/09 a 18/10
O corpo de um artista migrante de muiti linguagens que traz na sua bagagem caretas (máscaras) e que interrompe o cotidiano. Uma pausa no cotidiano para contar uma história das folias e devoções do Corpo, que busca trazer as pessoas para uma memória afetiva de um tempo guardado dentro de cada ser. A musicalidade passa pela aboios de vaqueiros e ladainhas de festa de santo.
FICHA TÉCNICA
Criação, direção e atuação: Cleydson Catarina
Atores e músicos: Gabriel Coupe e Rager Luan
Técnico de Som: Hugo Bispo
Produção: Ju Dias
Cleydson Catarina
Cleydson Catarina é ator, diretor, performer e mascareiro, originário de Fortaleza, Ceará. Desde os 13 anos, começou a se envolver com teatro de rua e, posteriormente, estudou atuação e direção no Instituto Dragão do Mar. Participou ativamente do Movimento Escambo e se destacou em Recife, colaborando com grupos como Coco dos Pretos e Maracatu Cambinda de Estrela, onde desenvolveu sua consciência negra e explorou a cultura popular. Em São Paulo, desde 2014, Cleydson continuou a trabalhar com consultoria e confecção de bonecos e figurinos, atuando em grupos como Os Inventivos e Bando Trapos. Fundou o Teatro Terreiro Encantado em 2016, visando expressar sua criatividade e as experiências acumuladas. Atualmente, além de seu trabalho no Terreiro Encantado, integra o Grupo Clariô de Teatro, onde dirigiu o premiado espetáculo Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto, e atua como arte-educador na Fábrica de Cultura.
Gabriel Coupe
Gabriel Coupe é nascido em Nova Lima–MG, cidade marcada pela mineração, e, desde os 14 anos, se envolveu com os movimentos sociais e de cultura locais. Desde 2024, integra o grupo Terreiro Encantado, onde atua no espetáculo GIRAMUNDO. Folião de Reis e congadeiro, atua junto a diversos grupos de cultura popular e é sanfoneiro do grupo Forró do Zé Pequeno. Ator formado pelo Teatro Universitário da UFMG (2015), estudou Artes Visuais (2012), Teatro (2024) e Mestrado em Artes da Cena (2016), na Escola de Belas Artes da UFMG. Estudou atuação e direção teatral em cursos livres com artistas e pedagogos renomados, como: João das Neves (BRA), Cacá Carvalho (BRA), Roberto Bacci (ITA), Thomas Richards (EUA), Mario Biagini (ITA), François Kahn (FRA), Mikhail Chumacenko (RUS), Oleg Volyntsev (RUS), Corinne Soum (ING), entre outros.
Teatro Terreiro Encantado
O Teatro Terreiro Encantado nasce a partir do imaginário e da experiência do artista Cleydson Catarina. Sua família mantinha a cultura de Tiração de Reis e Drama de Quintal em Maracanaú, cidade do Ceará, onde Cleydson começou a fazer teatro de rua, encenando Autos aos 13 anos de idade. Estudou atuação e direção no Instituto Dragão do Mar e passou a integrar o Movimento Escambo, transitando pelo sertão do Rio Grande do Norte e Ceará, sempre mergulhado nas manifestações e nos teatros populares. Em Recife, trabalha com o Coco dos Pretos, Boi de Carnaval, Cafuringa (Teatro de Rua) e o Maracatu Cambinda de Estrela, contribuindo com consultorias cênicas e interpretação musical, na construção de bonecos e na confecção de figurinos. Essa passagem serve para o despertar de sua consciência negra, em sua vida pessoal e em suas manifestações artísticas. Chega a São Paulo em 2014, onde continua seu trabalho de formação, consultoria e confecção de bonecos, máscaras, adereços e figurinos, trabalhando com diversos grupos, como Os Inventivos, Coletivo Negro, Buraco D’Oráculo, Bando Trapos, Núcleo Ajeum, entre outros. Passou a atuar com o Grupo Clariô de Teatro, participando principalmente da construção do espetáculo Severina – Da Morte à Vida, que estreou em 2015. Em 2016, monta o trabalho A Casa das Mulheres da Lua, o primeiro trabalho que leva o nome do Teatro Terreiro Encantado, expressando sua vontade de montar um grupo em que pudesse expressar toda a sua criatividade e a bagagem adquirida em tantos anos de carreira. Em 2017, monta o grupo convidando jovens atuantes nos movimentos de cultura da zona sul de São Paulo. O Teatro Terreiro Encantado é um grupo de teatro popular, construído e pensado para o povo, para os trabalhadores. Composto por corpos negros e periféricos, busca trazer, em sua poesia, provocações para a construção de um mundo livre de violências. É um grupo que acredita no festejo como luta, que se firma na ancestralidade e na oralidade, e que se inspira nas manifestações populares brasileiras, em conceito, estética e musicalidade.
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