Foto: divulgacão
Foto: divulgacão

Da reconstrução da imagem à multidão ancestral: Uma perspectiva originária

Com Carolina Velasquez, Bianca Zechinato (KA gestão em arte, cultura e educação) e convidados

Avenida Paulista

Duração: 120 minutos

18

atividade presencial

R$ 9,00 Credencial Plena
R$ 15,00 Meia entrada
R$ 30,00 Inteira

Local: Tecnologias e Artes (4° andar)

Vagas limitadas. Inscrições online a partir de 29/7, 14h, para Credencial Plena, e 31/7, 14h, para público em geral.

Datas e horários

04/08 a 13/08

04/08 • • 19h30
05/08 • • 19h30
06/08 • • 19h30
11/08 • • 19h30
12/08 • • 19h30
13/08 • • 19h30
Foto: divulgacão
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O curso propõe o aprofundamento e reconstrução da episteme (conhecimento) “arte” sob a perspectiva dos povos originários, incluindo as narrativas familiares de cada pessoa presente. O percurso se dará por meio da obra da socióloga aymara Silvia Cusicanqui sobre o Ch’ixi (Chérre), pesquisa que aprofunda a discussão sobre as tentativas de apagamento étnicas, os processos de identificação ancestral e o paradoxo da classificação cultural pelo fenótipo.

O curso tem base em autores, artistas e ativistas como Franz Fanon, Grada Kilomba, Nego Bispo, Aníbal Quijano e lideranças indígenas, que trabalham a Arte em sua diversidade: Gustavo Caboco, Jaider Esbell, Denilson Baniwa.

Aulas
1. Abertura com prática aymara, aula sobre Pachakuti, o contracolonial, roda de compartilhamento de memórias, meditação ativa (exercícios de imaginação) e exercícios com tecidos e vento
2. O conceito do Ch’ixi e a sociologia da imagem, análise de obras latino americanas, reconstrução de epistemes pelo método decolonial de professores como Joseph Beuys, Silvia Cusicanqui, Jaider Esbell, Chimamanda Adichie, Grada Kilomba, Franz Fanon, entre outros.
3. Conceito de reconstrução e multidão ancestral, inserção da espiritualidade na pesquisa acadêmica por meio da apresentação de pesquisas já concluídas. Performance e ritual, a partir da produção de autores como Scheschener, Turner e Denilson Baniwa. Exercícios práticos, realização de rituais de origem Quechua Aymara.
4. Rodas de reconstrução ancestral a partir das narrativas dos participantes. Aprofundamento dos conceitos decolonial, descolonial e contracolonial por meio de sua história e autores.
5 e 6. Finalização com apresentação e pesquisa etnográfica a partir das próprias percepções e narrativas reestruturadas durante o curso.

As aulas serão registradas por vídeo, fotografia e escrita. Os resultados serão vistos em dois momentos do curso com a intenção de abordar a sociologia da imagem, a imagem como documento, o olhar estrangeiro e a auto-construção da imagem como parte do método e da bibliografia.


Carolina Velasquez é artista performer, mediadora e pesquisadora. Filha de bolivianos, descendente dos povos indígenas Quechua e Aymara, tem como tema central de sua pesquisa e produção o resgate de aspectos da ancestralidade por meio da criação de imagens da memória e performances em paisagens ancestrais. É bacharel em Artes Visuais (UNESP), pós-graduada em Práticas Artísticas Contemporâneas (FAAP), mestra em Processos e Procedimentos Artísticos (UNESP). Atualmente, é sócia fundadora da empresa “KA, Gestão em arte, cultura e educação”, formando equipes de mediação de exposições de arte de modo a proporcionar situações de criatividade junto aos públicos em diversas instituições culturais do país.

Bianca Zechinato é mestra em Processos e Procedimentos Artísticos pela UNESP e graduou-se pela mesma universidade em Artes Visuais. Atua como artista educadora desde 2010 e com formação de educadores e coordenação educativa desde 2016. É co-fundadora da empresa “KA, Gestão em arte, cultura e educação”. Sua pesquisa tem foco em EcoArt, WalkArt, Xamanismo, Cultura Caipira, no desenvolvimento de processos criativos de educadories e na memória construída em publicações de material educativo.

Márcia Mura nasceu em Porto Velho. É indígena, educadora, contadora de histórias e escritora. Graduada em história pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), mestra em sociedade e cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e doutora em história social pela Universidade de São Paulo (USP).

Eduardo Schwartzberg é sociólogo, fotógrafo e músico. Doutor pelo programa de Mudança Social e Participação Política da Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Estudos Culturais pela Universidade de São Paulo (USP). Integra o Grupo de Estudo e Pesquisa em História Oral e Memória (GEPHOM) e o coletivo de pensamento e ação livre Coletiva Ch’ixi.

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