Foto: Kika Antunes
Foto: Kika Antunes

O fim é uma outra coisa

Com Zora Tikar Santos

24 de Maio

Duração: 90 minutos

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atividade presencial

Local:  Tecnologias e Artes - ETA - 4º andar

Ingressos à venda online a partir do dia 11/08, às 17h, e nas bilheterias a partir do dia 12/08, às 17h.

Foto: Kika Antunes
Foto: Kika Antunes

Esta é uma viagem de sabores, cheiros e sons através do espaço-tempo de um universo onde matéria e sonho não se separam, assim como as dimensões de festa e guerra, veneno e antídoto, ervas e feitiços são, na verdade, ingredientes cortados com facas perigosas e temperados com boas doses da ironia da vida para serem jogados em um panelão, mexidos com uma colher de pau antiga e aquecido por máquinas que induzem o fogo. Embora essa mistura nunca esteja suficientemente pronta, ela será oferecida para quem quiser se alimentar. No entanto, este não será o fim.

Em “O fim é uma outra coisa”, a atriz, pesquisadora da culinária afro mineira e cozinheira, Zora Tikar Santos, conduz um encontro onde os seus saberes alquímicos e ancestrais sobre o uso dos alimentos que nutrem, envenenam, curam e enfeitiçam estão em um jogo de relações entre as suas memórias, sonhos e a influência intelectual dos povos indígenas e negros no país em tensão com o próprio passado presente colonial do Brasil.

Por meio de uma multiplicidade de instrumentos culinários e musicais, que se confundem e se reinventam em um fluxo de acontecimentos, o espetáculo performático cria uma instalação sensorial permeada por cheiros, toques, sabores e sons capazes de instaurar um universo de possibilidades tecnológicas, estéticas, poéticas e políticas a partir da reunião de uma comunidade em torno do ato de cozinhar e comer junto. Nesse sentido, a obra reelabora as temporalidades vigentes para dar a ver que nessa feitura coletiva são os outros inícios, outros meios e principalmente outros fins que interessam imaginar em um movimento onde as presenças se retroalimentam e se provocam para muito além de apenas comer, digerir e excretar.

FICHA TÉCNICA:
Idealização e atuação: Zora Santos.
Direção geral: Grace Passô e Gabriel Cândido.
Direção musical: Maurício Badé.
Direção de produção: Lucas Ferrazza.
Dramaturgia: Dione Carlos e Zora Santos.
Musicistas/músicos: Maicou Yuri, Maurício Badé Renato Ihu e Rubi Assumpção.
Obra Cenográfica: Lúcio Ventania.
Confecção da obra cenográfica: Cerbambu.
Figurino: Zora Santos.
Desenho de som: André Papi.
Desenho de luz: Danielle Meireles.
Operação de som: André Papi
Operação de luz: Juliana Jesus.
Traquitanas sonora: Teo Ponciano.
Preparação vocal: Josy.Anne.
Identidade visual: Thaís Regina.
Contrarregra: Diego Roberto e Leonardo Oscar.
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena.
Coordenação de produção e produção de campo: Ketully Oliveira.
Produção executiva: Casa Cume Produções.

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