Duração: 90 minutos
atividade presencial e online
Local: Teatro Anchieta
YouTube Instrumental Sesc Brasil
Você também pode adquirir seu ingresso nas bilheterias a partir das 14h do dia 25/8
Estreia no Brasil de Novos Retratos, apresentação reunindo duas grandes intérpretes do violão brasileiro: Cristina Azuma e Marcia Taborda, um tributo a importantes criadores e músicos brasileiros inspirada na composição Retratos, de Radamés Gnattali.
Novos Retratos, projeto que recebeu o prêmio IberMúsicas 2023, estreou na Europa em fevereiro de 2025 e é ainda inédito no Brasil. Inspiradas na “Suíte Retratos” – peça em que Radamés Gnattali homenageou Pixinguinha, Anacleto de Medeiros, Nazareth e Chiquinha Gonzaga, as violonistas Cristina Azuma e Marcia Taborda solicitaram a compositores Novos Retratos, como um tributo a importantes criadores e músicos brasileiros.
Para este programa haverá duas novas composições: Arthur Verocai, compositor que transita por diferentes gêneros, traz um retrato de Villa-Lobos, e Tato Taborda apresenta uma homenagem a Edino Krieger. Paulo Bellinati se inspirou na beleza dos temas de Jobim para criar um prelúdio, assim como Gabriel Improta, que dedicou às violonistas um retrato singular de sua bossa. Luiz Claudio Ramos, diretor musical de Chico Buarque, escreveu um
arranjo original da canção “Joana Francesa”, e o jovem compositor Daniel Murray recriou o balanço de Baden Powell. Há também retratos de intérpretes: Ricardo Matsuda fez uma saudação ao rabequeiro José Gramani e Mauricio Carrilho ressaltou o virtuosismo do Duo Assad, em uma suíte que revisita danças do século XIX com desafios da escrita do nosso tempo.
As obras foram dedicadas a duas grandes mulheres do violão brasileiro, Cristina Azuma e Marcia Taborda, artistas cujas gravações fonográficas as consagraram como intérpretes maiores dos compositores Paulo Bellinati e Paulinho da Viola.
Cristina Azuma
Nasceu em 1964, em São Paulo. Primeira aluna graduada em violão na USP, ela se apresenta desde os 16 anos de idade, como solista ou em diversas formações de música de câmara, em
diversos países das Américas, Europa e Asia. Cristina é também doutora em musicologia pela Sorbonne, especialista em música barroca. Vive na França desde 1990. Com uma dezena de discos gravados, sua marca pessoal é a escolha de um repertório sempre inovador, baseado nas conexões entre diferentes tipos de tradições musicais, brasileiras ou não, populares e eruditas, com críticas elogiosas e prêmios: seu primeiro LP ganhou dois prêmios de composição da SACEM, seu CD Contatos (GSP, EUA) foi nomeado para o Naird Awards que indica os cinco melhores lançamentos de solistas clássicos do ano nos EUA segundo a crítica especializada. Com a guitarra barroca, gravou um CD dedicado à música de Santiago de Murcia (século XVIII), que contém, alem do repertório europeu, as primeiras peças de origem africana para guitarra. Suas composições são editadas pela Guitar Solo Publications (EUA) e Éditions Lemoine (França), onde também dirige uma coleção onde apresenta novas obras de diverso compositores para violão. Atualmente, Cristina dá aulas no departamento de violão e de instrumentos antigos de Clamart, tendo vários projetos paralelos, entre os quais seu duo de violões com Paulo Bellinati (CD Pingue pongue) e seu duo de guitarra barroca e harpa espanhola de duas ordens com Françoise Johannel.
Marcia Taborda
Nascida no Rio de Janeiro, Marcia Taborda iniciou carreira artística pelas mãos de TuríbioSantos, integrando grupos camerísticos que se apresentaram em importantes palcos brasileiros.
Estreou obras de compositores como Vania Dantas Leite, Jocy de Oliveira, Tato Taborda, etc, e atuou em projetos ao lado de Jards Macalé, Andrea Ernest Dias, Noel Devos, Fabio Zanon, Rosana Lamosa, Nelson Freire, entre outros. Doutora em História Social, é autora do livro O violão na corte imperial e do documentário Viola e violão em terras de São Sebastião. Seu livro Violão e identidade nacional, recebeu o Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música. Gravou o CD Choros de Paulinho da Viola com a obra do compositor escrita para o violão tendo trabalhado com ele na edição do conjunto de partituras que constam do CD. Participou de festivais no Brasil como Festival Leo Brouwer, Festival CHIII – Centro Cultural São Paulo – e, no exterior, Toronto Guitar Weekend.
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