Foto: divulgação
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Entre raízes e colheitas: feira de troca de sementes e saberes

Agosto Indígena

Pompeia

Duração: 360 minutos

L

atividade presencial

Grátis

Local: Deck Solarium

Datas e horários

08/08 a 09/08

08/08 • Sábado • 10h30
09/08 • Domingo • 10h30
Foto: divulgação
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A feira “Entre raízes e colheitas: troca de sementes e saberes”, promovida pelo IEAB – Instituto de Educação Ambiental Baobá, conecta a memória ancestral das sementes crioulas, as práticas agroecológicas de cultivo e o vasto conhecimento tradicional das comunidades guardiãs da terra. A feira se propõe a valorizar as sementes como bens comuns e patrimônios vivos de resistência, promovendo o cuidado com os solos, a autonomia dos povos e a regeneração dos ecossistemas, articulando educação ambiental, agroecologia, cultura e economia solidária.

A conexão está na compreensão de que a troca de sementes e saberes não é apenas um ato funcional de reprodução agrícola, mas um ritual profundo de partilha, identidade e pertencimento. Portanto, promove o reconhecimento dessas práticas como pilares indispensáveis para a soberania alimentar, a segurança hídrica e a preservação da agrobiodiversidade nos territórios urbanos, rurais e tradicionais, reafirmando o papel da educação ambiental na construção de futuros possíveis e resilientes.

Cooperativa de Mulheres Artesãs e Guardiãs do Milho Crioulo de Guapiara: Alice Oliveira e Ivone Galdino são mulheres guardiãs da memória genética e cultural do milho crioulo, que transformam a palha em arte e resistência, tecendo identidade e sustento.

Quilombo São Pedro: Vanessa e Joelma são quilombolas da Mata Atlântica, que extraem o palmito com manejo sustentável e cultivam a terra com os saberes herdados de seus ancestrais, reafirmando a vida no território.

Aldeia Yakã Porã: Kerexu Ivanildes e Ronaldo são artesãos Guarani da aldeia Yakã Porã, que carregam no trançado e na pintura a cosmologia de seu povo, mantendo viva a tradição por meio da arte.

TI Tenondé Porã: Werã e Aara são jovens guardiões da cultura Guarani, cujo artesanato expressa a conexão profunda com a floresta e os espíritos da natureza, ensinando que cada peça carrega uma história sagrada.

TI Jaraguá: Irene Nhandeva e Márcio são mestres artesãos do Jaraguá, que transformam fibras e sementes em objetos de beleza e funcionalidade, perpetuando o saber-fazer indígena no coração da metrópole.

Cooperativa Rede de Coletores de Sementes do Vale do Paraíba – Coopere: Thiago Coutinho e sua equipe são coletores e guardiões da agrobiodiversidade, que percorrem o Vale do Paraíba resgatando sementes e estampando camisetas com a causa da floresta em pé.

Rede de Agricultoras Periféricas Paulistanas Agroecológicas – RAPPA (Norte): É Hora da Horta e Horta Vovó Jó são mulheres periféricas que cultivam hortaliças, legumes e frutas nos quintais e lajes da cidade, provando que é possível fazer brotar comida saudável na cidade.

Rede de Agricultoras Periféricas Paulistanas Agroecológicas – RAPPA (Leste): Mulheres do GAU e Caroba Sementes são agricultoras migrantes nordestinas e paulistanas, que veem a terra como patrimônio e transformam sementes em colheitas nas extremidades da cidade.

MST – Comuna da Terra Irmã Alberta: Joselene e Lucilene são trabalhadoras rurais sem-terra que, na luta pela reforma agrária, produzem hortaliças, frutas e café com agroecologia, alimentando o corpo e a esperança de um novo campo.

Horta de Terreiro – Projeto Cabaça: João Victor Andrade e todo o coletivo de agricultores são guardiões das raízes e do solo vivo, que produzem mudas e adubos orgânicos em terreiros urbanos, resgatando o saber ancestral de curar a terra para curar a gente.

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