Agosto Indígena
Agosto Indígena

Brincadeiras do Povo Guarani

Karai Valcenir Tibes, Eliane da Silva, Cleison Tibes

Agosto Indígena

Pompeia

Duração: 150 minutos

L

atividade presencial

Grátis

Local: Deck Solariun

Datas e horários

09/08 a 23/08

09/08 • Domingo • 14h00
15/08 • Sábado • 14h00
16/08 • Domingo • 14h00
22/08 • Sábado • 14h00
23/08 • Domingo • 14h00
Agosto Indígena
Agosto Indígena

A partir de uma aproximação com a cultura do povo indígena Guarani, esta vivência reúne uma série de jogos, danças e brincadeiras tradicionais, como manji’o, uru-xy, xondaro e tangará, ensinados por três educadores guarani que vivem na Terra Indígena Tenondé Porã, em São Paulo (SP). As crianças conhecerão essas brincadeiras por meio de movimentos, danças, músicas e conversas. Para o povo Guarani, as danças e as brincadeiras não são apenas formas de diversão: elas preparam o corpo e promovem o bem-estar. Saiba mais sobre elas!

Uru-xy: Na brincadeira da uru-xy, a mãe galinha precisa guiar seus pintinhos para que escapem da onça. É como um pega-pega: a onça fica no meio, tentando capturar os pintinhos que passam, enquanto a mãe galinha grita para que eles atravessem no momento certo. Se a onça conseguir pegar os pintinhos, eles também se transformam em onças e passam a tentar capturar a mãe galinha. A brincadeira ajuda a desenvolver habilidade, agilidade e esperteza.

Manji’o: Na brincadeira da manji’o — mandioca, em guarani —, as crianças começam cantando, agacham-se e, em fila, abraçam uma árvore ou um poste. O objetivo é que todas se segurem com firmeza umas às outras para não serem arrancadas pelo dono da mandioca. O dono, por sua vez, também precisa exercitar a força para conseguir arrancar, uma a uma, suas mandiocas.

Xondaro: Na dança do xondaro, o objetivo é preparar os corpos de crianças, jovens e adultos para desenvolver equilíbrio, agilidade e esperteza, por meio de movimentos de esquiva. A brincadeira é uma espécie de arte marcial praticada em grupo e, para dançar, é preciso seguir os movimentos do mestre de xondaro e ouvir com atenção o som do rave’i (rabeca) e do mbaraka (violão).

Tangará: Essa dança imita os movimentos do pássaro tangará e reúne diferentes variações voltadas à preparação do corpo. Para dançar, basta reunir pelo menos três pessoas — duas atrás e uma à frente — e reproduzir os movimentos do pássaro, sempre prestando atenção à música do rave’i (rabeca) e do mbaraka (violão), que indica o momento certo de pular ou atravessar de um lado para o outro.

Eliane da Silva (Rete) é do povo Guarani, artesã e uma das lideranças da Terra Indígena Tenondé Porã, em São Paulo (SP). Dedica-se a projetos de valorização dos saberes e das práticas de seu povo e de seu território.

Cleison Tibes é do povo Guarani e uma das lideranças da Terra Indígena Tenondé Porã, em São Paulo (SP). Dedica-se a projetos de valorização dos saberes e das práticas de seu povo e de seu território.

Karai Valcenir Tibes (Negão) é educador do povo Guarani, músico e uma das lideranças da Terra Indígena Tenondé Porã, em São Paulo (SP). Além de se dedicar a projetos de valorização dos saberes e das práticas de seu povo e de seu território, integra o corpo docente da EEI Gwyra Pepo.

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