Créditos: Divulgação
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Educar para adiar o fim do mundo: escola indígena, território e reexistência

com Brisa Flow e Francy Baniwa Mediação: Jennifer Tupinambá

Agosto Indígena

Bom Retiro

Duração: 90 minutos

AL

atividade presencial

Grátis

Local: Praça de Convivência

Data e horário

07/08 a 07/08

07/08 • Sexta • 14h00
Créditos: Divulgação
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A mesa apresenta a educação indígena como prática de reexistência frente ao racismo estrutural. Ao deslocar a escola do lugar de reprodução de desigualdades, evidencia-se seu potencial como território de retomada, onde ensinar é garantir a continuidade da vida, da cultura e das cosmologias indígenas.


Chirley Pankará
Liderança indígena do povo Pankará, atua na defesa da educação indígena e dos direitos territoriais, articulando práticas pedagógicas que integram cultura, memória e resistência.

Brisa Flow
Brisa Flow é artista indígena, cantora, compositora, rapper, produtora musical e pesquisadora. Descendente dos povos Mapuche e brasileira, desenvolve um trabalho que articula hip hop, jazz, música eletrônica e sonoridades ancestrais, abordando temas como memória, território, identidade indígena, antirracismo e protagonismo feminino. Sua trajetória artística é marcada pela experimentação sonora, por parcerias nacionais e internacionais e pela valorização dos saberes originários como ferramenta de criação e transformação social.

Francy Baniwa
Francy Baniwa é mulher indígena do povo Baniwa, antropóloga, escritora, roteirista e pesquisadora. Nascida na comunidade de Assunção, no Baixo Rio Içana (AM), é doutora em Antropologia Social pelo PPGAS/Museu Nacional/UFRJ. Atua há mais de uma década no movimento indígena do Rio Negro, desenvolvendo pesquisas sobre etnologia indígena, saberes femininos, memória, arte indígena, museus e audiovisual. É autora de Umbigo do Mundo: Mitologia, Ritual e Memória Baniwa Waliperedakeenai (2023), primeira obra de antropologia publicada por uma mulher indígena brasileira. Atualmente é pós-doutoranda no Museu de Arte Contemporânea da USP, onde pesquisa curadoria indígena e a construção de novas narrativas para os museus.

Jennifer Tupinambá
Jennyffer Bransfor, também conhecida como Bekoy Tupinambá, é estrategista em comunicação e marketing de performance, ativista no enfrentamento ao abuso sexual infantil e cofundadora da primeira agência de marketing social digital fundada por mulheres indígenas no mundo. Sua atuação nasce do encontro entre ancestralidade e inovação, utilizando a comunicação estratégica e as plataformas digitais como espaços de disputa narrativa, fortalecimento de identidades e transformação social.

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