Duração: 90 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: PRAÇA DE CONVIVÊNCIA
13/8 na praça de convivência. 2/9 no teatro.
Datas e horários
13/08 a 02/09
A mesa tensiona o racismo estrutural presente nas instituições educacionais, evidenciando como corpos indígenas são historicamente excluídos e, ao mesmo tempo, como produzem estratégias de permanência, cuidado e reinvenção da escola. A educação aparece aqui como campo de disputa de futuros: não se trata de inclusão, mas de transformação radical das bases do que se entende por conhecimento.
Ian Wapichana
Ian Wapichana é cantor, cineasta e escritor indígena nascido no estado de Roraima. Pertencente ao povo Wapichana, que habita a região entre as fronteiras do Brasil, Venezuela e Guiana, cresceu em uma família comprometida com a preservação dos territórios e dos saberes originários. Autodidata e imerso desde a infância em diferentes culturas indígenas, aprendeu a cantar, tocar violão, produzir conteúdos audiovisuais e compor trilhas sonoras. Sua trajetória artística reúne música, literatura e cinema como formas de fortalecimento da memória, da cultura e das narrativas indígenas contemporâneas.
Pedro Pankararé
Pedro Pankararé é indígena do povo Pankararé, da Bahia, originário da Aldeia Pankararé, no município de Glória, região de Paulo Afonso. Atualmente vive na Aldeia Multiétnica Filhos Desta Terra, em Guarulhos (SP), onde atua no movimento indígena. Integra o Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo e a Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE). Trabalhou como Agente Indígena de Saúde (AIS) em Guarulhos e participa da Associação Indígena Pankararé de Osasco, contribuindo para o fortalecimento da organização e dos direitos dos povos indígenas em contexto urbano.
Jaqueline Haywã
Jaqueline Haywã (Jaqueline Cardoso de Carvalho) é liderança indígena do povo Pataxó Hã Hã Hãe (etnia Kariri Sapuyá), professora, escritora e ativista. Nascida em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, é uma das principais vozes na defesa dos direitos dos povos indígenas em contexto urbano, com atuação voltada ao fortalecimento das identidades indígenas e à valorização da presença indígena no ABC Paulista.
A proposta estrutura-se como um percurso formativo que articula mesas de debate e oficinas vivenciais, compreendendo a educação indígena como uma tecnologia de resistência ao racismo estrutural e ao projeto histórico de apagamento dos povos originários.
Inspirada nas reflexões de Ailton Krenak, a programação parte da compreensão de que a crise contemporânea é também uma crise de imaginação: a escola, enquanto instituição, precisa ser tensionada para acolher outras formas de existência, conhecimento e futuro.
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