Duração: 180 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Oficina 2
Inscrições à partir de 2/9 às 14h
Datas e horários
17/09 a 08/10
O Adire é uma técnica tradicional de tingimento de tecidos de origem iorubá, baseada no uso do índigo natural, pigmento vegetal conhecido pela sua intensa tonalidade azul. A prática faz parte da história e da cultura têxtil dos povos iorubás e envolve diferentes técnicas de criação de padrões e estampas em tecidos.
Nesta oficina, os participantes poderão conhecer e experimentar o tingimento artesanal com índigo natural, explorando processos tradicionais de criação de estampas em tecido. Serão utilizados tecidos de algodão cru, linhas, agulhas, barbantes e materiais próprios para o preparo do banho de tingimento.
A atividade será conduzida por Japhette, artista, designer, educadora e articuladora cultural nascida no Benin, antigo Daomé, e residente no Brasil desde 2012. Formada em Design pela UNESP, sua pesquisa e atuação são voltadas para as artes africanas, design têxtil africano, moda, estamparia e técnicas ancestrais de criação.
A partir de uma perspectiva africêntrica, Japhette desenvolve trabalhos que aproximam referências culturais do continente africano e experiências da diáspora africana no Brasil. Sua produção busca valorizar, preservar e compartilhar conhecimentos tradicionais relacionados ao design têxtil, à moda africana, às estampas e às técnicas artesanais.
Ao longo de sua trajetória, realizou oficinas, cursos e palestras em instituições culturais e de ensino no Brasil, incluindo diversas unidades do Sesc, além de Senac, universidades e outros espaços. Também participou de exposições, festivais, projetos culturais e iniciativas voltadas à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras.
Sua pesquisa transita por design têxtil, design de superfície, moda, Head and Afro Hair Design e arte africana, com especial interesse por técnicas ancestrais de estamparia e criação que vêm sendo transformadas ou esquecidas diante das mudanças provocadas pela globalização.
Na oficina, o público é convidado a experimentar o índigo natural, conhecer uma técnica tradicional de tingimento africano e refletir sobre a relação entre arte, cultura, memória e identidade.
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