Duração: 150 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Sala de Oficinas III
30 vagas. Retirada de senhas com 30 minutos de antecedência no Balcão das Oficinas.
Datas e horários
27/09 a 11/10
Inspirada nas comidas festivas de Erês, Ibejis e Curumins nas tradições afro-indígenas brasileiras, a oficina propõe uma experiência sensorial sobre as relações entre comida, memória e biodiversidade. A atividade combina roda de conversa, exploração de aromas, sabores e ingredientes, incluindo Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) e degustação comentada, convidando o público a refletir sobre ancestralidade, diversidade alimentar e os saberes que atravessam gerações.
Sobre os oficineiros:
Guilherme Reis Ranieri é gestor ambiental pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), mestre em Ciência Ambiental pelo Instituto de Energia e Ambiente da USP (IEE-USP) e doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). É pesquisador e especialista em identificação, cultivo e consumo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), com atuação nas áreas de etnobotânica urbana, agricultura urbana, educação ambiental e alimentação coletiva.
Fundador da Matos de Comer, desenvolve desde 2014 ações de pesquisa, difusão e educação voltadas à biodiversidade alimentar, ao aproveitamento integral dos alimentos e à valorização de espécies alimentícias negligenciadas. É autor do livro Matos de Comer (2019) e participa de pesquisas sobre produção agroecológica e inserção de PANCs em políticas públicas de alimentação.
Atualmente atua como coordenador de projetos no Instituto Kairós, onde participou da introdução de PANCs na alimentação hospitalar da rede São Camilo e coordenou ações do projeto Inova na Horta, voltadas à produção orgânica de alimentos destinados à alimentação escolar, atendendo mais de 35 mil crianças da rede municipal de ensino de Jundiaí.
Henrique Gomes Barreto é gestor financeiro e cientista social em formação pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Desenvolve pesquisas independentes sobre relações entre corporeidade, espiritualidade, território, cultura e memória nas tradições afro-brasileiras e afro-indígenas.
É sacerdote de Catimbó-Jurema no Terreiro Caboclo Ubiratã e Mestre Zé dos Cocos, na Zona Oeste de São Paulo, onde idealizou o programa “Observatório e Saberes de Terreiro”, iniciativa voltada ao fortalecimento do diálogo entre ciência, espiritualidade e sociedade, reafirmando o papel das comunidades tradicionais de terreiro enquanto espaços de produção de conhecimento, resistência cultural e transformação social. Proposta de oficina cultural SESC Guilherme Ranieri & Henrique Barreto Cozinha de Erê: infância e memória. Também é Babalorixá iniciado para o Orixá Obaluwaye no Candomblé da nação Ketu, Egbon do Axé Alaketu Ilê Ogum Megege, em Osasco (SP).
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