Duração: 120 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: CPF - 4º Andar
Data e horário
Dia 11/9, sexta, das 19h30 às 21h30.
Em uma longa conversa entre Hal Foster e Benjamin Buchloh, publicada recentemente em livro, há um momento em que eles se interrogam sobre seus repertórios para lidar com a cena artística atual. Buchloh, de forma corajosa, explicita sua impotência: “Por alguma razão sinto-me incapaz, apesar de me esforçar, de suspender meus critérios para enfrentar a produção artística, tanto
local, como global. Sigo fazendo as mesmas perguntas, comparando tudo com meus “deuses” artísticos: será que estão à altura de Duchamp, de Mondrian, de Warhol? E daí me vejo como esse homem branco arrogante, um fóssil mesmo, que não percebe que esses critérios não dão mais conta de tudo.”
Mais recentemente, a inscrição identitária do(a) artista mobilizou novas narrativas visuais e outras demandas poéticas. Tal diversidade de corpos convoca outros modos de ser para as obras e abre modos de sentir heterogêneos. Como incluir estes deslocamentos, sem que isso implique retomar uma dinâmica representacional para a arte, que engessa a dimensão subjetiva da experiência estética – lugar por excelência da imaginação produtiva? Diante da necessidade de repensarmos a relação entre obra, autoria e autonomia a palestra propõe algumas questões a serem debatidas neste encontro: como pensar o engajamento identitário do/da artista sem renunciar à abertura significante da obra? Como repensar a possibilidade de um(a) espectador(a) emancipado(a) para além do reconhecimento ético e político dos lugares específicos de sentir e de fala? Como trabalhar a negociação e o atrito entre universos de sentido que parecem muitas vezes incompossíveis? Sem enfrentarmos os riscos destas “zonas de contato” entre mundos heterogêneos, ficaremos reféns da disjuntiva improdutiva entre a adesão vazia ou a recusa cega.
Com Luiz Camillo Osorio, professor Associado II do Departamento de Filosofia da PUCRio, pesquisador do CNPQ e curador do Instituto PIPA. Entre 2009 e 2015 foi Curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 2015 foi o curador do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza.
Esta programação integra o ciclo Mutações Sem retorno: caminhar a sombra das ideias, com curadoria de Adauto Novaes.
Retirada de ingressos 1 hora antes na bilheteria do Centro de Pesquisa e Formação Sesc.
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