
De 20 a 30 de agosto você poderá conferir uma ambientação feita exclusivamente para o projeto Belchior 80: a palavra incendeia. Caminhando pelo Sesc Mogi das Cruzes, você verá frases marcantes de canções do músico cearense espalhadas por diversos espaços da unidade, no estilo artístico conhecido como lettering (arte de desenhar letras). Os murais foram criados pela artista visual Danise Eliom, conhecida pelo perfil @Letrasdanise.
Danise Eliom é artista visual com atuação voltada ao lettering e à caligrafia. Sua pesquisa transita por diferentes técnicas, materiais, superfícies e estilos, destacando diferentes estilos de caligrafia artística.
Confira abaixo uma breve história destas composições e ouça as músicas do nosso homenageado.
“Amar e mudar as coisas me interessa mais” — Alucinação
“Alucinação” é considerada por muitos críticos a obra-prima de Belchior e um dos discos mais importantes da música brasileira. Lançada em 1976, a canção reúne temas centrais da obra do artista, como a busca por liberdade, o inconformismo e o desejo de viver intensamente. O verso “Amar e mudar as coisas me interessa mais” atravessou gerações e se tornou uma das frases mais emblemáticas da MPB.
https://youtu.be/hjNeFnzlexo?si=16ip4b-YVTOnOg2C
“Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro” — Sujeito de Sorte
“Sujeito de Sorte” ganhou novo fôlego décadas após seu lançamento e se transformou em um símbolo de resistência para diferentes gerações. O famoso verso “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro” não foi criado por Belchior, mas inspirado em uma expressão atribuída ao poeta popular paraibano Zé Limeira. A frase acabou sendo ressignificada ao longo dos anos, especialmente durante períodos de crise, tornando-se um verdadeiro hino de esperança.
“Não preciso que me digam de que lado nasce o sol porque bate lá meu coração” — Comentário a Respeito de John
“Comentário a Respeito de John” foi lançada em 1979 e dialoga diretamente com o universo de John Lennon e da contracultura. A música faz referências aos Beatles, a Yoko Ono e à canção “Happiness Is a Warm Gun”, mas sem abandonar a marca autoral de Belchior: a defesa da autonomia individual. O verso “Não preciso que me digam de que lado nasce o sol” sintetiza essa postura de independência e contestação.
“Meu coração selvagem tem essa pressa de viver” — Coração Selvagem
“Coração Selvagem” dá nome ao álbum lançado em 1977 e ajuda a consolidar a imagem de Belchior como um cronista das inquietações de sua geração. A canção expressa a urgência de viver, amar e experimentar o mundo sem abrir mão da própria identidade. Tanto o título quanto seus versos figuram entre os mais lembrados da carreira do compositor cearense.
“Vida, pisa devagar” — Coração Selvagem
“Vida, Pisa Devagar”, presente em Coração Selvagem, revela uma faceta mais contemplativa de Belchior. Em contraste com a intensidade que marca grande parte de sua obra, a canção traz um olhar sensível sobre a passagem do tempo, os afetos e as transformações da vida, reforçando a habilidade do artista de transitar entre a inquietação e a delicadeza em suas composições.
Utilizamos cookies essenciais para personalizar e aprimorar sua experiência neste site. Ao continuar navegando você concorda com estas condições, detalhadas na nossa Política de Cookies de acordo com a nossa Política de Privacidade.