Imagem: Divulgação
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Pelos Caminhos de Exu

Com Yalorixá Jennifer de Xangô, Michel Françoso, Erickson (Bigo) e Ògá Marcelinho de Logun Edé

Festival de Turismo

14 Bis

Duração: 180 minutos

L

atividade presencial

R$ 30,00 Credencial Plena
R$ 45,00 Inteira

Local:  Externo

Inscrições para a atividade do dia 12/9, sábado, pelo formulário.

Data e horário

12/09 a 12/09

12/09 • • 10h00
Imagem: Divulgação
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O circuito propõe uma caminhada ativa e sensível do patrimônio urbano, conduzida pelos saberes da encruzilhada e pela vibração das ruas do Bixiga. Ao longo do percurso, a escuta de lideranças locais transforma-se também em uma escuta do território, de suas memórias, presenças e forças, em diálogo com Exu, guardião das encruzilhadas, senhor dos caminhos, dos encontros e dos movimentos.

O trajeto acompanha parte do curso do córrego Saracura, atualmente tamponado, passando pelo entorno do Sítio Arqueológico Saracura/Vai-Vai, onde vestígios materiais fazem emergir memórias e práticas atuais do modo de vida do território.

O percurso segue até o Ilê Asé Iyá Osun, terreiro em atividade há mais de quarenta anos e parte da história viva do Bixiga. Lá será realizado um bate papo com Mãe Jennifer de Xango, representante da Horta do Projeto Cabaça e pelo antropólogo Michel Françoso, compartilhando os significados simbólicos e históricos do terreiro, comentando suas lutas e expandindo o diálogo para além do Bixiga, em momento de retomada contra o apagamento histórico das religiões e culturas africanas. A atividade se encerra com a degustação de um alimento sagrado, o acarajé, especialmente preparado pelo Ilê.

Aberto a todos os públicos, o circuito não exige conhecimentos prévios nem vínculo religioso.

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Yalorixá Jennifer de Xangô | Chefe do terreiro Ilê Asé Iyá Osun, fundado em 1980 pelo saudoso Babalorixá Francisco de Oxum e conduzido sob sua liderança desde 16 de dezembro de 2023, mantém viva uma tradição de mais de quarenta anos de atuação religiosa no distrito da Bela Vista/Bixiga. Nos últimos anos, tem atuado como autoridade religiosa na leitura dos achados arqueológicos identificados no contexto das obras da futura Estação 14 Bis/Saracura da Linha 6-Laranja do metrô. Sua atuação destaca, assim, o papel das religiões afro-brasileiras na produção de memória, conhecimento e territorialidade, bem como a importância das dinâmicas afro-diaspóricas que participaram e continuam participando da conformação social, cultural e espacial da cidade de São Paulo.

Michel Françoso | Antropólogo e doutorando no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP (PPGAS-USP). Desde 2023, desenvolve, em parceria com o Ilê Asé Iyá Osún circuitos culturais no escopo do turismo de base comunitária no território do Bixiga. Sua pesquisa investiga as tensões urbanas relacionadas à presença do Sítio Arqueológico Saracura/Vai-Vai, identificado no contexto das obras da futura Estação 14 Bis/Saracura da Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo. A partir desse processo, dedica-se a compreender as relações entre patrimônio cultural, memória, transformações urbanas e diferentes formas de produção situada de saberes sobre a cidade.

Erickson (Bigo)| Nascido no Itaim Paulista (Zona Leste de SP), transformou-se em Obigo após sua iniciação no Candomblé como Ogan, filho de Ogum e Oxum (os 3 O’s). Seu primeiro álbum, “Pela Honra” (2019) – uma produção independente que traz à tona as contradições do homem negro na diáspora. O estudo aprofundado do Rap, Samba e Samba Rock levou a definir uma identidade sonora única.

Ògá Marcelinho de Logun Edé| É Ogotosun do Ilê ¿lá Asé Omi ¿pó Araká, tradicional terreiro de candomblé ketu do estado de São Paulo. É também responsável pelo Ilê Asé Omi Ewe Ajasé, o Caboclo Folha Verde. Integra o coletivo Òkán Dìmó “corações que abraçam”, voltado à defesa da liberdade religiosa e ao combate à intolerância contra as religiões de matriz africana, e é um dos fundadores do Movimento Ser Ogã, grupo dedicado à preservação e à conscientização sobre essa função dentro do candomblé, por uma prática religiosa descolonizada e no enfrentamento ao racismo e a qualquer forma de violência. Cantor e multi-instrumentista, transita entre o candomblé e a MPB. Sua obra é dedicada especialmente a Logun Edé, o orixá príncipe de Ijexá, filho de Oxum Ypondá e Odé Erinlé, caçador e pescador.

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