Imagem: DFivulgação
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Caravana caminhos de Exu – Projeto Cabaça

com Iyá Adriana de Nanã, Iyá Marta Celestino do Ogun, Iyalorisa Shirley de Osanyin, Bira Nascimento e Yalorixá Jennifer de Xangô

Festival de Turismo

14 Bis

Duração: 480 minutos

L

atividade presencial

R$ 120,00 Credencial Plena
R$ 180,00 Inteira

Local:  Externo

Inscrições para a atividade do dia 12/9, sábado, pelo formulário.

Data e horário

19/09 a 19/09

19/09 • • 09h00
Imagem: DFivulgação
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Como desdobramento do circuito Caminhos de Exu, é proposto a travessia da cidade para reencontrar, na horta de terreiro do Projeto Cabaça, as mesmas raízes de ancestralidade africana celebradas no bairro do Bixiga, reforçando que os saberes e as tradições de matriz africana atravessam territórios e tecem uma só teia de pertencimento em São Paulo.

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Iyá Adriana de Nanã| Fundadora e presidente do Instituto de Estudos e Pesquisas Ilê Axé Omó Nanã, localizado na zona leste de São Paulo. Formada em Gestão e Planejamento Financeiro pela Universidade Anhembi Morumbi, com passagem pelo curso de Sociologia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, construiu uma trajetória que une liderança espiritual e atuação política, dedicada ao enfrentamento do racismo religioso e à valorização das culturas de matriz africana. Palestrante e formadora, levou ao debate público pautas como a violência religiosa, a defesa dos terreiros e os direitos de crianças e adolescentes em cultos de matriz africana.

Iyá Marta Celestino do Ogun| Nascida e criada em São Paulo, é Iyalorixá do culto de Ogun e iniciada em Ifá, com mais de 20 anos de dedicação aos saberes da matriz africana. Sua trajetória combina espiritualidade, ancestralidade e compromisso comunitário, orientando pessoas por meio de consultas oraculares, rituais e aconselhamentos, além de contribuir para a administração e articulação do Ilê Axé Omó Nanã, promovendo o cuidado, a coletividade e a promoção da cultura de matriz africana e diaspórica. Sua atuação articula ancestralidade e contemporaneidade, traduzindo os fundamentos da matriz africana em experiências culturais, educativas e corporativas, e fortalecendo redes de aprendizagem, cultura e protagonismo negro.

Iyalorisa Shirley de Osanyin| Sacerdotisa consagrada a Osanyin, orixá das folhas, da cura e do saber das ervas, é, ao lado dos filhos da casa, responsável pelo Ilê Asé Omi Ewe Ajasé, também conhecido como Caboclo Folha Verde. Zeladora de axé, atua na condução dos ritos e na guarda dos saberes ligados a Osanyin, contribuindo para a preservação e a transmissão da tradição do candomblé ketu dentro de sua casa.

Bira Nascimento| Flautista, compositor e arranjador paulistano, um dos fundadores do octeto Sonhos de Lundu. Especialista em flauta transversal, dedicou-se a pesquisar e resgatar a obra de compositores afrodescendentes fundamentais para a formação do choro, como Joaquim Antônio Callado, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Anacleto de Medeiros e Bonfíglio de Oliveira, rearranjando maxixes, valsas, lundus e choros dessas referências e somando-os a composições autorais do grupo. Com o Sonhos de Lundu, concebeu um formato que também é uma declaração política: no palco, homens e mulheres negros dividem os instrumentos: flautas, clarinete, saxofone, trombone, trompete, violão, cavaquinho e percussão, narrando e comentando cada obra em um panorama cronológico que liga o passado do choro ao presente.

Yalorixá Jennifer de Xangô | Chefe do terreiro Ilê Asé Iyá Osun, fundado em 1980 pelo saudoso Babalorixá Francisco de Oxum e conduzido sob sua liderança desde 16 de dezembro de 2023, mantém viva uma tradição de mais de quarenta anos de atuação religiosa no distrito da Bela Vista/Bixiga. Nos últimos anos, tem atuado como autoridade religiosa na leitura dos achados arqueológicos identificados no contexto das obras da futura Estação 14 Bis/Saracura da Linha 6-Laranja do metrô. Sua atuação destaca, assim, o papel das religiões afro-brasileiras na produção de memória, conhecimento e territorialidade, bem como a importância das dinâmicas afro-diaspóricas que participaram e continuam participando da conformação social, cultural e espacial da cidade de São Paulo.

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