Vagões, 2001 - José Resende/Arte Cidade
Foto: Antônio Saggese
Vagões, 2001 - José Resende/Arte Cidade Foto: Antônio Saggese

Levantar e abaixar os olhos  

Curadoria: Bruno Siniscalchi e Maria Borba

Centro de Pesquisa e Formação

Duração: 420 minutos

16

atividade presencial

R$ 15,00 Credencial Plena
R$ 25,00 Meia entrada
R$ 50,00 Inteira

Local:  CPF - 4º Andar

Data e horário

03/09 a 03/09

03/09 • • 10h30
Vagões, 2001 - José Resende/Arte Cidade
Foto: Antônio Saggese
Vagões, 2001 - José Resende/Arte Cidade Foto: Antônio Saggese

Dia 3/9, quinta, das 10h30 às 18h.

Em seu livro A invenção das ciências modernas (1993), a filósofa Isabelle Stengers caracteriza o que hoje conhecemos como ciência moderna a partir do que chama de “evento Galileu” (século XVII), um acontecimento contingente e crucial que se dá com a criação do famoso método teórico-experimental que se organiza a partir de uma suposta separação total entre sujeito observador e objeto observado. Nele, de fato, quanto mais eficiente for a separação entre as partes que o constituem, mais real será a resposta que ele gerará. O resultado de sua aplicação é uma interferência mútua entre teoria e observação que, muitas vezes, provoca reformulações teóricas completas, as quais, por sua vez, apontam para caminhos muitas vezes inauditos no desenvolvimento do pensamento científico.

Tanto para a história das ciências quanto para o campo das imaginações o que se deu com esse evento, como aponta o filósofo Bruno Latour, foi a “abertura de uma janela com vista para o universo infinito”, encenando a abertura do mundo daquele momento em diante. O que se coloca como questão para a atualidade, nessa proposição de Latour, é de que maneira se torna possível retornar à Terra, neste mundo onde as consequências de tal expansão se tornaram agora nocivas.

Diante do cenário atual, o seminário tem como objetivo explorar os ecos científicos, políticos e artísticos do legado do astrônomo e cientista Galileu Galilei explorando as diversas formas que a relação entre homem e mundo pode acontecer em diferentes práticas do saber, e com isso, testando as consequências do gesto de levantar e abaixar os olhos para pensar.

Programação

10h30-11h30: Abertura: Bruno Siniscalchi, Maria Borba e Marília Garcia

11h30-13h: Mesa: Renato Sztutman e Luciano Elia

13h-14h30: Almoço

14h30-16h: Mesa: Tânia Stolze Lima e João Rivelino Barreto

16h-16h30: Pausa para o café

16h30-18h: Debate

Participantes das Mesas

Com Bruno Siniscalchi, psicanalista e artista. Trabalha em práticas clínicas, artísticas e curatoriais. Coautor de “É de raça que estamos falando: Tornar-se herdeiro da psicanálise no Brasil” (7Letras, 2024). Membro do Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos e do grupo clínico do Instituto de Estudos da Complexidade. 

Com Maria Borba, artista e pesquisadora. Doutora em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio, mestre em Cosmologia e Gravitação pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (ICRA/CBPF). Trabalha na relação entre o pensamento científico e outras áreas do conhecimento, e é cofundadora do Instituto Comum.

Com Marília Garcia, poeta e pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa. Publicou vários livros, sendo os mais recentes “Expedição: nebulosa” (Companhia das letras, 2023) e “Pensar com as mãos” (Martins Fontes, 2025). 

Com Renato Sztutman, professor do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo. Coordena atualmente o Centro de Estudos Ameríndios (CEstA-USP).

Com Luciano da Fonseca Elia, psicanalista, membro do Laço Analítico/Escola de Psicanálise, professor titular de Psicanálise da UERJ, do Programa de Mestrado Profissional em Psicanálise e Políticas Públicas. Autor dos livros “A ciência da psicanálise: metodologia e princípios” e “O conceito de sujeito”, entre outros.

Com Tânia Stolze Lima, antropóloga e Professora da Universidade Federal Fluminense. Autora do livro “Um peixe olhou pra mim: o povo Yudja e a perspectiva”. 

Com João Rivelino Rezende Barreto – Yúpuri. Etnia: Tukano; sib: Yúpuri Sararó. Aldeia: São Domingos Sávio, Rio Tiquié,  Município São Gabriel da Cachoeira-AM. É licenciado em Filosofia (FSDB-MANAUS), com mestrado (UFAM) e doutorado (UFSC) em antropologia social. Atualmente é professor Adjunto  pelo Departamento de Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC.

Inscrições a partir do dia 27/8, às 14h, no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

O pagamento pode ser feito por meio de cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.

Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br. A declaração será encaminhada em até 30 dias.

O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por e-mail: atendimento.cpf@sescsp.org.br

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