Foto: Hugo Sá
Foto: Hugo Sá

Boca a Boca: Um Solo para Gregório

Com Ricardo Bittencourt

Festival Sesc 80 Anos

Belenzinho

Duração: 60 minutos

16

atividade presencial

Local:  Sala Espetáculos II (3° andar)

Ingressos Gratuitos a partir 9/9 (quarta), às 17h, exclusivamente on-line pelo APP ou portal SescSP.

Foto: Hugo Sá
Foto: Hugo Sá

Boca a Boca: Um Solo para Gregório é um resgate apaixonado da importância de Gregório de Matos, o poeta baiano nascido em 1636, considerado o verdadeiro iniciador da literatura brasileira. Conhecido por suas críticas afiadas e debochadas à sociedade do século XVII, que lhe valeram os apelidos de “Boca do Inferno” e “Boca de Brasa”, Gregório foi exilado, banido de sua amada Bahia. “Queremos trazer Gregório de volta para a Bahia e mostrar o quanto ele é atual”, comenta João Sanches, em um grito de justiça poética: “queremos dar um solo para Gregório”.

Em cena, a eletrizante parceria entre Ricardo Bitencourt e o músico Adriano Salhab transforma o palco em um verdadeiro show de rock’n roll. Entre declamações intensas e narrativas envolventes sobre a vida e a obra de Gregório, a trilha sonora pulsa com a energia de The Doors, Caetano Veloso, Nirvana, Ramones, Novos Baianos e Gilberto Gil.

Para Ricardo Bitencourt, o espetáculo é um “agente do discurso do poeta”, onde “são os eus líricos de Gregório que aparecem durante as declamações”, em uma performance rápida, dinâmica e hipnotizante. O roteiro, uma teia de quarenta poemas e trechos, não segue a cronologia, mas mergulha em temas atemporais: a sátira de costumes, o sexo, a religião e a crítica ao poder. Comentários narrativos interligam os blocos temáticos, contextualizando e associando a genialidade literária aos momentos da vida do poeta. Ricardo Bitencourt, com agilidade e ritmo, transita entre narrador e as múltiplas facetas do declamador, em um balé entre voz e música.

O próprio título, “Boca a Boca”, evoca não só os apelidos do poeta, mas a forma orgânica como sua poesia sobreviveu: de boca em boca, de cópia em cópia, desafiando a censura da Colônia. Suas obras completas só foram publicadas no século XX, quase trezentos anos após serem manuscritas. A expressão “um solo para Gregório” é um convite a essa ressignificação: o solo do ator, o solo de guitarra, e o clamor para que Gregório retorne simbolicamente ao seu “solo natal”, à Bahia de onde foi banido.

 

Ficha Técnica
Poesias: Gregório de Matos
Dramaturgia: João Sanches
Direção: João Sanches e Ricardo Bittencourt
Ricardo Bittencourt como Gregório de Matos
Elenco: Gui Vieira e Otávio Ferraz
Trilha Sonora ao Vivo: Adriano Salhab
Vídeo ao Vivo: Igor Marotti
Designer de Luz: Pedro Felizes / Luana Della Crist
Designer de Som e Operação: Nick Guaraná
Operação Luz: Victoria Pedrosa
Captação ao vivo: Igor Marotti
Design Gráfico: Igor Marotti
Contrarregra: Paulo Nietzsche
Fotografia: Hugo Sá
Assistente de Produção: Dell Jesus
Produção: Camila Bevilacqua e Fioravante Almeida
Produção: FLO Arts

 

 

Limite de 2 ingressos por atendimento. 

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