Duração: 120 minutos
Grátis
De 7 a 12 anos. Entrega de senhas no local 30 minutos de antecedência.
Data e horário
26/09 a 26/09
Oficina de estamparia que convida as crianças a conhecerem os Adinkras, conjunto de símbolos originários dos povos Akan, presentes na região onde hoje se localizam Gana e Costa do Marfim. Mais do que imagens, esses símbolos constituem uma forma de escrita visual que atravessa gerações, transmitindo conhecimentos, valores, memórias e maneiras de compreender o mundo.
O Galo Preto Ateliê é uma plataforma de pesquisa, criação e formação artística idealizada por Guinho Nascimento, dedicada às visualidades negras e às relações entre imagem, ancestralidade, corpo e território. A partir das encruzilhadas gráficas, desenvolve uma pesquisa sobre símbolos, memórias e tecnologias ancestrais, investigando a imagem como linguagem afro-diaspórica. O ateliê constitui-se como um espaço de pesquisa em visualidades e encruzilhadas gráficas, desenvolvendo ações educativas que compreendem a imagem como linguagem e território de produção de conhecimento, articulando arte, educação e cultura. Realiza processos em gravura, estamparia, pintura e experimentações visuais, articulando arte, espiritualidade e modos negros de construção de narrativas.
Guinho Nascimento é artista-mirongueiro, educador e curador, graduado em Artes Visuais e Dança Contemporânea. Sua pesquisa articula arte contemporânea, espiritualidade e território, tendo a Mironga como linguagem ancestral e tecnologia estética. Desenvolve trabalhos em gravura, pintura, performance e cinema, com participações em exposições, residências e projetos no Brasil e no exterior, destacando-se sua participação na 36ª Bienal de São Paulo com a performance-instalação Pretos do Rosário. É idealizador do Galo Preto Ateliê e integra o coletivo Nossa Casa – Artes e Terapia como curador do projeto N’goma.
Claudia Adão é assistente social, doula, formadora, mestra em Ciências pela EACH-USP, doutora pela FAU-USP e pós-doutoranda no Programa de Serviço Social da PUC-SP. Pesquisadora das relações entre racismo, espaço urbano e práticas de cuidado, desenvolveu sua tese sobre as estratégias de resistência e sobrevivência de mulheres negras em territórios periféricos. Foi formadora em Educação Antirracista no Núcleo de Educação para as Relações Étnico- Raciais da SME-SP e coordenadora técnica do Programa de Formação Continuada em Ouvidoria do Ministério da Igualdade Racial e da Ouvidoria Geral da União. Rainha emérita da Comunidade do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França. Porta-bandeira das Escolas de Samba Flôr de Vila Dalila e Camisa Verde e Branco de 1989 a 2016.
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