Duração: 90 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Tecnologias e Artes - ETA | 4° andar
Retirada de ingresso com 1h de antecedência.
Data e horário
Em Três Vezes Lázaro, novo livro de poesia de Natasha Felix, quem lê é convidado a imaginar a história de alguém que foi obrigado a regressar. A performance homônima lança-se a um jogo sonoro experimental.
Mais do que uma transposição do livro para o palco, a performance desdobra Três Vezes Lázaro como experiência viva. O conjunto de poemas vai para a cena com um corpo dramatizado. As noções de fuga e retorno se confundem em uma personagem que transita entre mundos, de dentro para fora, como um pesadelo.
Há cinco anos, Natasha Felix iniciou a criação de Lázaro – personagem que habita a fronteira e tensiona os limites entre partida e retorno. Ao longo desse percurso, a artista realizou diversas experimentações até que o livro fosse finalizado e publicado em março de 2026 pelo selo Círculo de Poemas, da editora Fósforo.
Trata-se de uma obra que propõe um olhar sensível para as subjetividades de um corpo imigrante, tensionando a relação entre desejo e imposição, entre aquilo que se escolhe e aquilo que se é forçado a atravessar. Entre palavra e presença, Lázaro encarna formas fluidas de habitar um corpo e de reinventar a própria permanência no mundo.
A atividade conta com recurso de acessibilidade em Libras.
Sobre a artista
Natasha Felix (Santos, 1996) é poeta, performer e curadora. Dentre as publicações, destacam-se os livros Use o Alicate Agora (Edições Macondo, 2018) e Inferninho (Círculo de Poemas, 2024), além da participação em antologias como Nossos poemas conjuram e gritam (Quelônio, 2019) e As 29 poetas hoje (Companhia das Letras, 2021).
Em suas performances, investiga as interlocuções entre corpo negro, a palavra falada e manifestações culturais como a dança, a literatura e a música. Participou de projetos como os espetáculos Black Poetry e Instrumental Poesia (Sesc Av. Paulista). Idealizou a performance Malezinho Prazeres: sonhar a fuga, no Museu Bispo do Rosário, em 2022.
Desde 2023, realiza a performance Apupú: onde os corpos vibram ao lado do DJ Joss Dee, em instituições como Sesc 24 de Maio, MAM Rio e Museu da Língua Portuguesa. Foi assistente curatorial no MAM Rio e trabalhou em exposições como Terra em tempos: fotografias do Brasil, Nakoada: estratégias para a arte moderna e Atos de revolta: outros imaginários sobre independência.
Ficha técnica
Performer e direção artística: Natasha Felix
Direção de Arte: Yhuri Cruz
Direção de Arte e Cenografia: Ana Zumpano
Artista convidado: GLAU
Design de iluminação: Ana Zumpano
Técnico de luz: Beeau
Técnico de som: Bernardo Pacheco
Audiovisual: Shirley Valentina
Fotografia: Daisy Serena
Figurino: Hanna – KURO
Direção de produção: Nicoly Soares
Assistente de produção: Alê Barreto
Produção executiva: É Tudo Nosso! Prod.
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