atividade presencial
Grátis
Local: Auditório
Dia 09/10, sexta, das 16h às 21h30
Em celebração aos 15 anos da Menelick 2º Ato e lançamento da 22ª edição da revista com uma programação dedicada às relações entre arte, memória, território, ancestralidade, curadoria e tradução. Reunindo artistas, pesquisadores e agentes culturais, os encontros refletem sobre práticas de insurgência e reexistência e sobre diferentes formas de produzir, compartilhar e circular artes contemporâneas.
Mesa 1 – 16h às 17h30
Impressões de Liberdade: 15 anos de Menelick2Ato e as Linguagens da Insurgência. A apresentação da 22ª edição reafirma a revista como espaço de elaboração simbólica e intervenção cultural, dedicada a reunir diferentes gerações de artistas e intelectuais da diáspora negra no afã de documentar, discutir e refletir sobre a indelével participação negra na formação do pensamento contemporâneo em vários ramos do conhecimento. Ao reconhecer que publicar é insurgir, a publicação toma a palavra impressa e a imagem como forças ativas na reinvenção das narrativas sobre arte, memória e experiência negra no século XXI. Mais do que um veículo de circulação de ideias, Menelick 2º Ato se configura como plataforma de articulação entre as diversas linguagens da arte, expandindo as fronteiras entre criação e reflexão. A revista se apresenta, assim, como território vivo de experimentação, onde linguagem, memória e imaginação se entrelaçam na construção de futuros possíveis. Participantes: Luciane Ramos-Silva e Nabor Jr.
Mesa 2 – 17h30 às 19h00
Residência como Reexistência: Arte, Memória e Territórios de multiplicidade. Ao tensionar modelos institucionais marcados por lógicas competitivas e eurocentradas, a residência afirma-se não apenas como espaço de produção, mas como tecnologia de convivência baseada na partilha, na escuta e na corresponsabilidade, onde criação e memória caminham juntas. As relações interpessoais, o vínculo com a natureza e a inscrição no território são entendidos como reverberações contemporâneas de saberes ancestrais ancorados na coletividade. Conectada às urgências do presente e enraizada em heranças espirituais, históricas e geracionais, a residência se configura como espaço de reexistência, um campo de experimentação em que arte, comunidade e ancestralidade se entrelaçam para afirmar outras formas de viver e criar. Convidada: Deisiane Barbosa.
Mesa 3 – 19h às 20h30
Curadoria, cuidado e tradução entre-mundos sensíveis. Este encontro propõe uma reflexão crítica sobre as bienais de arte como espaços de produção de sentido e mediação cultural, articulando o gesto curatorial e o ato de traduzir como práticas implicadas na construção de mundos sensíveis. A partir do trabalho de tradução das obras Pidginização e Artimanhas do cuidado, de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, o debate aborda a curadoria como operação que envolve escolhas, recortes e também violências como apagamentos e hierarquizações, compreendendo o gesto curatorial como uma forma de tradução entre linguagens, culturas e regimes de percepção. Paralelamente a isso, a tradução do pensamento literário será discutida como prática crítica que exige cuidado, escuta e responsabilidade, em tensão com as lógicas acachapantes do mercado editorial que condicionam a circulação de vozes. Com Bruno da Silva Amorim e Jess Oliveira.
Bruno da Silva Amorim. É psicanalista, tradutor, pós-graduando em psicolinguística (FAMEF) e assistente social (FAPSS) de formação. Integra os Núcleos de Estudos e Pesquisa Mabel Assis e Manguezal – filosofias e poéticas afrodiaspóricas. Também é membro dos coletivos Psicanálise Periférica e Bibliopreta.
Deisiane Barbosa. É artista e pesquisadora dedicada às relações entre arte, território, ancestralidade e práticas coletivas. É idealizadora da Casa Amendoeira, espaço de residência artística e convivência que articula criação, memória e saberes da diáspora negra. Seu trabalho investiga modos de produção compartilhados, conectando arte, comunidade e natureza.
Jess Oliveira. É tradutora, pesquisadora, crítica literária, poeta e integrante do grupo de pesquisas Traduzindo no Atlântico Negro (UFBA). Doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Literatura e Cultura (UFBA), com bolsa de pesquisa CAPES/DAAD na Universidade de Bayreuth, Alemanha.
Nabor Jr. É jornalista e fotógrafo. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, atua nos atravessamentos entre comunicação, artes, educação e design gráfico. É fundador e codiretor da revista Menelick 2º Ato, membro do conselho editorial da revista Legítima Defesa – Uma Revista de Teatro Negro e integrante do Conselho Consultivo Internacional da Prince Claus Fund, na Holanda.
Luciane Ramos-Silva. É educadora, artista da dança e antropóloga. Doutora em Artes da Cena e mestre em Antropologia pela UNICAMP, atua como docente no DACO – Departamento de Artes Corporais dessa instituição. Desenvolve projetos artísticos e pesquisas interessados nas relações entre corpo, cultura e colonialidade, aprofundando conexões Sul-Sul entre o Brasil, contextos da África do Oeste e o Caribe. É co-diretora da revista Menelick 2º Ato e membra do corpo editorial da Dance Studies Association.
Inscrições a partir do dia 24/9, às 14h, no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.
O pagamento pode ser feito por meio de cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br. A declaração será encaminhada em até 30 dias.
O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por e-mail: atendimento.cpf@sescsp.org.br
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