Duração: 120 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: CPF - 4º andar
Dia 8/10, quinta, das 15h às 16h30.
Debate sobre como as tecnologias digitais e a inteligência artificial não apenas medeiam nosso modo de vida, mas como também produzem desejos e subjetividades. A partir dos conceitos de tecnobiopoder e tecnocolonialidade, o encontro cruza teoria e experiências cotidianas, alargando a ideia de segurança digital para o campo do corpo e do afeto.
O que acontece com o desejo, com o sentido de pertencimento e com os processos de subjetivação quando eles passam a ser mediados e produzidos por e através de algoritmos? São questões que atravessam boa parte do pensamento crítico contemporâneo. Dentre quem se debruça sobre elas, Paul B. Preciado oferece um ponto de partida fértil. É em diálogo com ele que a atividade parte para refletir sobre as tecnologias digitais como instrumentos tecnopolíticos que impactam a produção de desejos e na formação de subjetividades. Nesse contexto, os algoritmos serão entendidos como instrumentos de gestão da vida que influenciam diretamente a constituição de corpos e de modos de existência na atualidade. A partir de conceitos como tecnobiopoder e tecnocolonialidade, examina-se como as tecnologias digitais influenciam a visibilidade, o reconhecimento e a autoimagem, gerando o que denominamos de “disforia digital”: uma desconexão entre corpo vivido, imagem e pertencimento. Em formato de conversa, a atividade articula reflexão crítica e experiências cotidianas para tornar perceptíveis os modos como as plataformas interferem na organização dos afetos e das relações. A partir daí, busca pensar coletivamente práticas de resistência e reinvenção no interior desses mesmos sistemas.
Com Fernanda Gomes, doutora em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2019) com estágio doutoral na Université Paris Ouest Nanterre La Défense (França). Integra o Laboratório Filosofias do tempo do agora (Lafita/CNPq). Tem como foco o desenvolvimento de pesquisas relativas aos campos ético e político, com ênfase em filosofia contemporânea. Realiza pesquisa de Pós-doutorado no PPGF-UFRJ.
Com Eduardo Liron, profissional de cinema e programação criativa, e mestre em filosofia pela PUC-SP (2016). Realizou trabalhos em áreas distintas. No cinema destacam o curta “A Bata do Milho” (2023), premiado no Brasil e no exterior; o longa “A Vida com Efeito” (2019), licenciado ao SescTv. Realiza também filmes interativos, como “Mobiliário Urbano” (2014), obras AR/VR e instalações de arte e tecnologia.
Inscrições a partir do dia 24/9, às 14h, no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.
Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br. A declaração será encaminhada em até 30 dias.
O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por e-mail: atendimento.cpf@sescsp.org.br
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