Foto: Divulgação
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Agricultura familiar, mulheres agricultoras e direito ao alimento

Com Angélica Facirolli, Maria Almerinda dos Reis e Flávia Manoel da Silva. Mediação: Laura Rosella

Franca

L

atividade presencial

Grátis

Local:  Horta

Senhas 30 min. antes.

Data e horário

21/10 a 21/10

21/10 • Quarta • 19h00
Foto: Divulgação
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Mulheres agricultoras são convidadas a compartilhar experiências e reflexões sobre o papel da agricultura familiar na produção de alimentos e na segurança alimentar.

A roda de conversa aborda a participação das mulheres nesse contexto, destacando conhecimentos, desafios e contribuições relacionadas ao trabalho no campo.

Ao promover o encontro entre diferentes trajetórias, a atividade amplia o diálogo sobre produção de alimentos, sustentabilidade e modos de vida.

Como parte da programação, haverá degustação de preparações elaboradas por Laura Rosella com ingredientes produzidos pela agricultura familiar. 

Minibio:

Angélica Facirolli é agroflorestora no Sítio Santa Terra, localizado em Patrocínio Paulista, uma propriedade referência na região em produção de alimentos em sistemas agroflorestais. Cultiva café, hortaliças e frutas, aliados a vivências de educação ambiental e turismo rural.

Laura Rosella é nutricionista, educadora e cozinheira. Formada em Nutrição e Metabolismo pela USP de Ribeirão Preto, com extensão em Gastronomia Saudável, trabalha há 6 anos em parceria com sítios orgânicos/agroflorestais.  Atua na promoção de uma alimentação saudável que seja prazerosa e conectada à natureza, preservando a biodiversidade local através de oficinas culinárias, atendimento clínico e culinária para eventos. Educadora Composta trailer, projeto de compostagem de base comunitária, hortas pedagógicas, agroecológica e alimentação saudável.

Flávia Manoel da Silva é mãe de duas filhas, assentada da reforma agrária e mora no assentamento Boa Sorte em Restinga. É produtora rural, faz parte da associação Vale do Sapucaí como secretária e ajuda na elaboração de projetos para o Programa de Aquisição de Alimentos. Cultiva de forma orgânica, participa do projeto Ali Rural do Sebrae e está sempre em busca de novos aprendizados e melhorias para o sítio. Seu objetivo como produtora é poder produzir o máximo possível de alimentos para consumo da própria família, sempre de forma orgânica.

Maria Alberina Rocha é agricultora, educadora popular e companheira histórica de Pedro Xapuri. Ao lado dele, construiu uma trajetória marcada pela vida no campo, pela defesa da floresta e pela luta por direitos e pela terra. Em 1977, migrou com Pedro e a família para o Acre, onde viveu por 12 anos e participou da organização e da resistência dos trabalhadores e trabalhadoras dos seringais. Nesse período, atuou na alfabetização de seringueiros por meio da educação popular, utilizando o método Paulo Freire. Entre as pessoas que alfabetizou esteve Ilzamar Mendes, viúva de Chico Mendes. Após o assassinato de Chico Mendes, a família deixou o Acre e seguiu para o interior de São Paulo. Em 1998, Dona Alberina e Pedro participaram da luta que resultou na criação do Assentamento 17 de Abril, em Restinga (SP), onde vivem e produzem até hoje. Sua história representa a força de uma mulher que atravessou diferentes territórios, acompanhou processos de organização popular e contribuiu para a construção de comunidades, mantendo viva a memória, os saberes e a luta pela terra e pela floresta.

 

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