Idealizado por JAH NO CONTROLE, o Laboratório de Arte Urbana convida o público a conhecer e experimentar diferentes linguagens que ocupam e fazem as ruas de São Paulo. Em oficinas abertas, artistas que são referência em suas modalidades compartilham técnicas, trajetórias e saberes construídos nas ruas, em práticas de pixo, graffiti, grapixo, bomb, tag, sticker, lambe-lambe e zine.
Com uma perspectiva inclusiva, acessível e antirracista, o Laboratório valoriza a diversidade das expressões urbanas e reconhece a rua como espaço de criação, memória, resistência e produção de cultura. Mais do que aprender uma técnica, a proposta é criar um espaço de troca entre artistas e público, fortalecendo a cultura de rua e estimulando novas formas de expressão e relação com a cidade.
JAH NO CONTROLE é artista urbano maranhense, com trajetória iniciada nos anos 1990 e desenvolvida entre Itaquera e o centro de São Paulo. Sua produção articula referências do Maranhão à pixação paulistana, abordando resistência e questões sociais. É idealizador do Laboratório de Arte Urbana, projeto dedicado à experimentação e transmissão de diferentes técnicas e saberes da arte de rua.
TRAMA é artista de rua e pessoa com deficiência, com trabalho voltado às narrativas urbanas, memória coletiva e representatividade. Transita entre a pixação e o graffiti como linguagens de expressão e resistência. Criadora de um alfabeto autoral, aborda em sua produção questões relacionadas às mulheres afroindígenas e periféricas.
Bomb — KALI
KALI é artista de rua e produtora cultural de Uberlândia, com quase 10 anos de trajetória. Atua com graffiti, produção cultural, publicações independentes e direção criativa. É criadora da produtora e editora Vanguarda e idealizadora do Festival de Colantes, evento internacional dedicado à arte de rua e à cena independente.
Adesivos — OINNE
OINNE é artista e arte-educador de São Paulo, com trajetória ligada às ruas e aos territórios do centro e das periferias da cidade. Transita por diferentes linguagens da arte urbana, como pixo, tag, lambe-lambe e graffiti, tendo como principal expressão a sticker art. Em seu trabalho, aposta na arte de rua como linguagem acessível e espaço de criação e expressão coletiva.
Graffiti — LAÍS DA LAMA
Laís Da Lama é grafiteira, artista visual e arte-educadora da periferia da Zona Leste de São Paulo, onde atua desde 2007. Graduada em Artes Visuais e Produção de Moda, transita também pela ilustração, figurino e moda. Sua produção articula natureza, memórias ancestrais e histórias de mulheres como elementos de sua poética.
Grapixo — SURRAH ERRI
SURRAH ERRI é artista urbano, nascido e criado no Brás, em São Paulo, onde iniciou sua relação com a arte a partir do skate. Há mais de 25 anos atua nas ruas, transitando entre tag, bomb, pixação e grapixo. Seu trabalho articula caligrafia, simetria, cores e arquitetura urbana, em uma busca por visibilidade e sentido.
Pixo — LALA
Laura Melo (LALA) é multiartista, motogirl e mãe solo, com trajetória construída a partir das ruas de São Paulo. Atua há 10 anos na pixação e há 8 sobre duas rodas. Em sua trajetória, transforma experiências de resistência e superação em expressão artística, buscando fortalecer e inspirar outras mulheres.
Tag — BCR
Jonatan Gabriel, conhecido como BCR (Bacuri), é artista urbano e pessoa com deficiência física, com mais de 15 anos de atuação nas ruas de São Paulo. Tegueiro, transforma vivências e experiências da cidade em expressão artística. Sua trajetória é marcada pela persistência e pela afirmação da arte como espaço de possibilidade e transformação.
Lambe-lambe — ÁTILA PAULESTINOS e ANANDA GIULIANI
Átila Fragozo é artista e cofundador do Paulestinos, criado nas ruas de São Paulo em 2012. Pioneiro no uso do lambe-lambe digital associado a frases e palavras, desenvolve uma linguagem que articula referências pop e símbolos da cultura popular. Seus trabalhos ocupam ruas e redes sociais, provocando estranhamentos e questionamentos sobre a vida urbana.
Ananda Giuliani é artista visual e atua entre a produção artística, a mediação cultural e a gestão de projetos junto a coletivos e instituições de cultura. Seu trabalho mobiliza diferentes linguagens e materiais para abordar questões urbanas e sociais, com foco no direito à cidade e na ampliação do acesso à arte e à cultura.
Zine — ROGER BEATJESUS
Roger BeatJesus é artista gráfico, fanzineiro e educador da crew Sarau Comics Edition. Realiza oficinas de gráfica experimental e produz publicações independentes ligadas à cultura urbana. Seu trabalho articula colagem e técnicas manuais de fanzine, valorizando a autoedição e o “faça você mesmo” como formas de democratizar a produção e a circulação da arte