Data e horário
08/10 a 08/10
A mesa promove um diálogo entre diferentes formas de conhecimento sobre a história, o presente e os desafios da Amazônia, a partir dos resultados de pesquisas arqueológicas, de expedições sobre povos indígenas isolados e dos saberes ancestrais de povos de recente contato.
Neste encontro, Daniel Cangussu, Eduardo Neves e Mandeí Juma discutem a ocupação da Amazônia desde os tempos antigos até a atualidade. A partir dos resultados de pesquisas arqueológicas, de expedições voltadas à localização e ao monitoramento de povos indígenas isolados e dos saberes ancestrais e da trajetória de vida de Mandeí Juma – mulher pertencente a um povo de recente contato e atuante na proteção dos povos da floresta -, a mesa promove um diálogo entre diferentes formas de conhecimento sobre a história, o presente e os desafios da Amazônia.
O encontro parte da série “Amazônia – Arqueologia da Floresta”, do Sesc TV, e do livro “Vestígios da floresta: Povos indígenas refugiados da Amazônia”, das edições Sesc. A série “Amazônia – Arqueologia da Floresta” acompanha as pesquisas realizadas em sítios arqueológicos pelo arqueólogo Eduardo Góes Neves e mostra que a Amazônia sempre foi ocupada e transformada pelos povos que a habitam. No livro “Vestígios da floresta: povos indígenas refugiados da Amazônia”, o autor, biólogo e indigenista Daniel Cangussu nos conduz ao âmago da Floresta Amazônica para revelar a complexidade que circunda os povos indígenas que optam pelo isolamento. Cangussu também explora em detalhe a “ciência mateira”, um saber que decifra rastros, plantas e artefatos deixados por esses povos e que orienta expedições de proteção e monitoramento realizadas por indigenistas.
Daniel Cangussu é natural do Vale do Mucuri, nordeste de Minas Gerais, graduado em Ciências Biológicas e doutor em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela UFMG. Atua como indigenista pela FUNAI desde o ano de 2010, dedicando-se desde então à proteção dos territórios dos povos indígenas isolados na Amazônia. Cangussu é autor do livro Vestígios da Floresta, publicado pelas Edições Sesc em 2024. O diálogo interdisciplinar é um traço dos seus principais trabalhos nos campos da ecologia histórica e etnobotânica.
Eduardo Góes Neves é bacharel em História pela Universidade de São Paulo e doutor em Antropologia pela Universidade de Indiana. Possui 40 anos de experiência em pesquisa na Bacia Amazônica e atualmente é professor titular de Arqueologia do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo e bolsista de produtividade 1A do CNPq. Publicou amplamente sobre temas relacionados à Amazônia. Foi professor visitante em universidades da América Latina, Estados Unidos e Europa.
Mandeí Juma pertence ao povo indígena Juma, cujo território localiza-se no interflúvio Madeira-Purus. Experiente castanheira e mateira, dedica-se há mais de uma década à proteção dos territórios de povos indígenas isolados e de recente contato no sul do Amazonas. Atualmente, integra a principal equipe de expedições da Frente de Proteção Etnoambiental Madeira/FUNAI.
Tatiana Toffoli, formada em Jornalismo, atua como produtora, diretora, roteirista e montadora de séries e documentários com destaque para a série Amazônia, Arqueologia da Floresta, realizada pelo SescTV (2025 -Prêmio Humanidades na Mostra Outras Janelas do 3º Festival CURTA! Documentários e Melhor Série Documental nos Premios TAL 2025); Baré, Povo Do Rio (2015 – Melhor Realização Artística do TELAS); Louceiras (2013 – Menção Honrosa no 14ºFICA); Chapa (2009 – Prêmio no Con-can Movie Festival Japão). É diretora e montadora do segmento Juruá, que integra o longa-metragem Pessoas Contar Para Viver (Prêmio de Melhor filme na categoria Pensamento do Festival e Prêmio Curta! em 2023.
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