Foto: divulgação
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Voz, corpo e resistência: uma leitura sensível da violência doméstica

Com Julia Vitorino, cirurgiã-dentista, Karina Sabedoti, psicóloga e Cíntia de Almeida, do CIM-Mulher. Mediação: Cristina Gibilini, cirurgiã-dentista

Festival Sesc 80 Anos

Sorocaba

Duração: 120 minutos

A16

atividade presencial

Grátis

Local:  Teatro

Retirada de senhas 1 hora antes.

Data e horário

21/10 • • 19h00
Foto: divulgação
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A boca é o portal da fala, do alimento e do sorriso, mas é também um dos principais alvos da violência física e simbólica. Esta atividade propõe uma reflexão profunda sobre os impactos da violência doméstica na saúde bucal da mulher, indo além do trauma clínico, para alcançar as dimensões da autoestima e do direito à identidade. 

Através de uma abordagem transdisciplinar, exploramos como as agressões – sejam elas diretas (traumas físicos e fraturas) ou indiretas (negligência, somatização e perda do autocuidado) – reverberam na estética dentária e na funcionalidade do sorriso.  

Discutiremos como a desfiguração da face é utilizada como ferramenta de silenciamento e como a reconstrução estética pode atuar como um ato político de retomada do próprio corpo. 

Um convite para olhar para a saúde bucal não apenas como questão biológica, mas como um campo de resistência, cura e resgate da dignidade feminina frente aos atravessamentos impostos pelo patriarcado e pela sociedade. 

Julia Vitorino – Cirurgiã-dentista, Doutora em Saúde Coletiva e Professora da Universidade de Sorocaba. Professora da Universidade de Sorocaba. Entre mestrado e doutorado, realizou pesquisas sobre violência contra mulher e seus impactos tanto para a saúde quanto para o cuidado. 

Karina Sabedoti – Mestra em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – UNICAMP. Possui graduação em Psicologia pela Universidade Luterana do Brasil (2001). Especialista em Segurança Pública: VIOLÊNCIA, CRIME, POLÍCIA E CIDADANIA – UFRGS (2008). Atualmente é psicóloga clínica – Consultório de Psicologia Clínica e Agente de Defensoria – Psicóloga – Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Clínica e Jurídica, atuando principalmente nos seguintes temas: políticas públicas, participação popular, Política pública de assistência social, intersetorialidade, direitos humanos e sociais e psicologia jurídica. 

Cíntia de Almeida – Pós-graduada em Direito Constitucional e Saúde Pública. Integrou a comissão de criação dos Conselhos Municipais de Defesa dos Direitos da Mulher do Estado de São Paulo. Participou ativamente da instalação da Delegacia de Polícia de Defesa dos Direitos da Mulher em Sorocaba. Idealizou e fundou, com amigas da sociedade civil de várias profissões, o Centro de Integração da Mulher, o CIM-Mulher.

Cristina Gibilini – Cirurgiã-dentista desde 2003, periodontista e doutora em Saúde Coletiva pela Unicamp. Atua no Sesc há 15 anos e atualmente coordena a Clínica Odontológica do Sesc São Carlos. Desenvolve ações de educação em saúde com foco na autonomia e no autocuidado, tendo interesse nas áreas de saúde coletiva, bucalidade e práticas educativas e de atenção à saúde.

Atividade conjunta com a intervenção “O silêncio da boca“.

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