Foto: Brunno Martins / Divulgação
Foto: Brunno Martins / Divulgação

GRAÇA + ¡La asimetría es más rica!

Estela Lapponi | Giradança e Elisabete Finger

Confrontos Coreográficos

24 de Maio

Duração: 180 minutos

A18

atividade presencial

Local:  Tecnologias e Artes - ETA - 4º andar

Venda online a partir de 03/11, 17h. Venda presencial nas bilheterias das unidades a partir de 04/11, 17h.

Foto: Brunno Martins / Divulgação
Foto: Brunno Martins / Divulgação

O projeto Confrontos Coreográficos apresenta sessões duplas, com intervalo, seguidas de bate-papos entre artistas, com mediação de Luciane Ramos-Silva. No primeiro fim de semana, serão apresentados os espetáculos GRAÇA, da Cia Giradança e Elisabete Finger, e ¡La asimetría es más rica!, de Estela Lapponi.

[GRAÇA]

GRAÇA são camadas de tinta e de histórias acumuladas, impressas, misturadas, desbotadas, dissolvidas nos corpos. Graça é uma oferta, uma dádiva, uma benção que vem de nós para nós mesmas.

É a graça de se reescrever, de se reencarnar nesse mundo. É um estado – de graça – e um regime que rege uma dança. É uma economia de carne. Uma economia da encarnação.

Sobre os artistas
A Giradança tem sede em Natal/Rio Grande do Norte/Brasil. É uma companhia que se compreende enquanto zona de tensões, interessada na relação entre corpos com e sem deficiência em contexto coreográfico.

Elisabete Finger é coreógrafa e performer, vive entre Berlin e São Paulo. Estudou dança e coreografia em diferentes contextos, como o programa Essais do CNDC d’Angers (França) e o MA SODA (UdK/HZT Berlim). Em suas criações, trabalha com a crueza dos corpos e dos materiais, movendo suas anatomias, revelando dentro e fora, expondo texturas, formas e fluidos em imagens e situações que se colocam na fronteira entre encantamento e perturbação, belo e feio, delicadeza e delírio.

Ficha técnica
Coreografia: Elisabete Finger
Em colaboração com: Alexandre Américo, Ana Vieira, Jânia Santos e Joselma Soares
Performance: Ana Vieira, Jânia Santos, Joselma Soares
Direção artística: Alexandre Américo
Assistência de direção: Ana Vieira
Acompanhamento de pesquisa, documentação e pintura corporal: Samuel Oliveira
Desenho de Luz: Camila Tiago

Duração: 60 minutos

[¡La asimetría es más rica!]

A performance de Estela Lapponi baseia-se na ideia da antropofagia modernista para destacar corpos “não normativos”. Com base em sua pesquisa sobre o Corpo Intruso – uma investigação performática de corpos dissidentes como o seu, com deficiência – ela propõe engolir e digerir uma única frase: “¡La asimetría es más rica!”.

Ao longo da peça, ela repete a frase como um mantra enquanto corta diferentes frutas. Usando várias facas e métodos de corte, ela demonstra sua virtuose DEF ao realizar a tarefa com apenas uma mão. Ela convida o público a compartilhar as frutas e a se juntar a ela na repetição da frase como parte de um ritual comunitário. A artista celebra a beleza da assimetria e nos convida a experimentar novos sabores e narrativas.

Sobre a artista
Estela Lapponi é performer, videoartista e terrorista poética paulistana. Desde 2009 realiza práticas investigativas a partir do conceito que criou – Corpo Intruso – e sua performatividade Zuleika Brit. Escritora do livro Corpo Intruso – uma investigação cênica, visual e conceitual, através do Prêmio pelo Histórico em Artes Visuais do PROAC LAB 2021.

Ficha técnica
Concepção e Performance – Estela Lapponi
Produção – Carla Jarra
Realização – Casa de Zuleika

Duração: 50 minutos

Confrontos Coreográficos

Em sua terceira edição, o projeto propõe encontros entre artistas e coletivos de dança e performance, entre os quais se possam estabelecer diálogos. Cada sessão é composta por duas apresentações, com intervalo, seguidas por um bate-papo entre artistas e público.

O recorte curatorial transversal visa instigar a reflexão crítica e provocar o surgimento de novos contextos para o pensamento das obras e artistas participantes, por meio de fricções conceituais, estéticas e políticas. Os trabalhos selecionados apropriam-se das práticas coreográficas enquanto dispositivos de confronto e autodefesa, desestabilizando fronteiras das linguagens artísticas. E revoltam-se contra violências que afetam corpos e populações marginalizadas, rejeitando hierarquias sociais historicamente estabelecidas.​

​Outras apresentações do projeto:

21 e 22 de novembro, sábado, às 18h, e domingo, às 17h:  Pele em fúria [Hubert Petit-Phar] + O samba do crioulo doido [Luiz de Abreu] 

28 e 29 de novembro, sábado, às 18h, e domingo, às 17h: Ecos da separação [Inaê Moreira] + Celacanto [Joel Carlos]

 

 Abafador Símbolo de acessibilidade em Libras

Todas as sessões do projeto contarão com recursos de acessibilidade: Audiodescrição, Libras (somente nos bate-papos) e abafadores de ruído.

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