
O Sesc São Paulo apresenta de 2 a 7 de junho o Festival Florestar com o tema “Do quintal à floresta”, destacando a importância das áreas naturais como patrimônio, espaço de experimentação, aprendizagem, convivência, promoção de saúde e bem-estar sob enfoque da biodiversidade, mitigação e adaptação climática, unindo saberes científicos e populares.
Parte da programação do Festival Florestar – Do quintal à floresta, a feira Florestar SP – Mostra de Práticas Socioambientais reúne iniciativas que cultivam, regeneram e cuidam das áreas verdes da cidade de São Paulo.
Participam desta feiras como expositores:
Cerrado Infinito – Um trabalho de arte que recria a paisagem vegetal nativa da Vila de São Paulo de Piratininga – constituída majoritariamente por ecossistemas campestres de cerrado e campos de várzea -, ocupando a área de uma praça pública desde 2015. Entre as diversas estratégias para debater e se contrapor ao senso comum colonizado, que divulga erroneamente a ecologia ancestral da cidade como uma vasta floresta tropical, Caballero surge com a situação: “Grande loja Ativista Animista do Cerrado Infinito. Serigrafias, livretos, camisetas e “Regenerantes” – brotos e plantas jovens -, têm o papel de divulgar o assunto para abrir conversas sobre uma nova ecologia possível para a cidade, a partir do seu verdadeiro passado natural.
Coletivo das Marias – O Coletivo das Marias é uma iniciativa comunitária do Jardim Lapenna, zona leste de São Paulo, formada por mulheres que atuam com agroecologia, compostagem, educação ambiental e fortalecimento do território periférico. Por meio da Horta das Marias, o coletivo desenvolve ações voltadas à sustentabilidade, segurança alimentar, formação em hortas e compostagem, turismo de base comunitária e experiências culturais ligadas ao meio ambiente e à alimentação saudável. O trabalho do coletivo promove transformação social a partir do protagonismo feminino, da valorização dos saberes populares e da construção de práticas sustentáveis dentro da comunidade.

Mondury Bee – Iniciativa que atua com a criação e preservação de abelhas nativas sem ferrão, valorizando a sociobiodiversidade e os saberes ligados à meliponicultura. Além das ações educativas, comercializa produtos derivados das abelhas nativas, como mel e cosméticos naturais, fortalecendo a economia de base ecológica. Na feira, apresentará o universo dos polinizadores e sua importância para a regeneração das matas, a produção de alimentos e o equilíbrio dos ecossistemas. Sua participação evidencia como conservação ambiental e geração de renda podem caminhar juntas.
Planta Feliz – A Planta Feliz surgiu com o propósito de mostrar que é possível ter uma relação mais responsável com os resíduos, a terra e o território mesmo dentro de São Paulo. Localizada no extremo sul da cidade, tornou-se o primeiro pátio privado de compostagem licenciado pela CETESB, transformando resíduos orgânicos em adubo e promovendo a economia circular. A iniciativa também desenvolve educação ambiental, regeneração do território e turismo de base comunitária. O projeto acontece em uma área com mais de 20 mil m² de floresta preservada, com nascente e alta biodiversidade.
Prato Verde Sustentável – O Prato Verde Sustentável é um projeto de impacto socioambiental iniciado em 2013 no bairro Jardim Filhos da Terra, na zona norte de São Paulo, com foco em enfrentar desertos alimentares e fortalecer a agroecologia na periferia. Atua por meio de hortas comunitárias, educação alimentar, oficinas, trilhas agroecológicas e ações formativas que conectam população urbana à produção sustentável de alimentos. Promove consciência ambiental, articulando formação cidadã e vivências na terra. Sua prática fortalece territórios periféricos e o vínculo entre comunidades e modos de vida sustentáveis.

RAPPA | Rede das Agricultoras Paulistanas Periféricas Agroecológicas – Articulação horizontal que conecta mulheres agricultoras de espaços rurais e urbanos em todas as regiões de São Paulo, reunindo iniciativas produtivas e dezenas de mulheres em atuação coletiva. Dedica-se à geração de renda, autonomia econômica e protagonismo feminino na agroecologia e na economia solidária, através da participação das agricultoras no debate e na construção de políticas públicas, incidência em redes de comercialização solidária e combate a todas as formas de violência de gênero. Sua atuação contribui para sistemas alimentares mais sustentáveis, justos e territorializados na metrópole.
RAB | Rede Ambiental Butantã – Resultado da articulação de diversos coletivos, ativistas e conselheiros ambientais da região da Subprefeitura do Butantã pela defesa do meio ambiente, das áreas verdes, parques, praças, nascentes e córregos, bem como luta por políticas públicas que contribuam para uma qualidade de vida saudável inclusiva e responsável socialmente. A barraca reunirá iniciativas que compõem a rede como Mamilos da Terra, Coletivo Parque Escola Viveiro Cabeceiras do Pirajuçara- Mirim, Amigos da Mata Esmeralda e Gente Joia.

Sítio Yoneyama – Uma família de agricultores orgânicos com raízes em Parelheiros, no extremo sul de São Paulo, atuando há duas gerações no território. Localizado em área preservada da APA Capivari-Monos, realiza a produção de alimentos em harmonia com a natureza, convivendo com fauna silvestre, abelhas nativas e protegendo nascentes. Desde 2010 desenvolve práticas agroecológicas e, em 2020, conquistou a certificação orgânica, cultivando mais de 50 variedades de hortaliças, frutas e ervas. Fornece alimentos para a CSA Martinelli e recebe visitas para atividades de educação ambiental e alimentação saudável, fortalecendo a conexão entre campo, floresta e cidade.

Terra Indígena do Jaraguá – A Terra Indígena Jaraguá, do povo Guarani Mbya, localiza-se na região noroeste de São Paulo e tem sobreposição com o Parque Estadual do Jaraguá. Após anos de luta, conquistou a demarcação da terra em 2025, atuando na gestão compartilhada do território, junto ao parque. As aldeias exercem papel estratégico na proteção e restauração dos remanescentes da Mata Atlântica, preservação de nascentes e cuidado com a biodiversidade, além de possuir uma variedade de coletivos culturais e práticas de artesanato. Sua presença na cidade reafirma o protagonismo Guarani no cuidado dos territórios e na construção de futuros sustentáveis.

Terra Indígena Tenondé Porã – A Terra Indígena Tenondé Porã, do povo Guarani Mbya, localiza-se no extremo sul de São Paulo e abriga importante área de Mata Atlântica preservada. O território desempenha papel fundamental na proteção de nascentes e na conservação da biodiversidade. A comunidade mantém práticas tradicionais de manejo sustentável, agricultura e artesanato, vinculados à salvaguarda cultural e espiritual. Sua presença reafirma o protagonismo dos povos indígenas na defesa das florestas e dos territórios originários.

Além da feira, a programação inclui bate-papos, encontros e oficinas:
05/06, sexta, 19h30 | Direito ao Verde: Saúde, Clima e Futuro das Cidades
A mesa reúne ciência do clima, saúde pública e estudos sobre natureza urbana e desigualdades territoriais para discutir como o contato com o verde impacta o bem-estar físico e mental, além de abordar o racismo ambiental e a urgência de ampliar o direito à natureza.
Com Carlos Nobre (em vídeo), Chirley Pankará, Gisele Brito e Ligia Vizeu Barroso | Mediação de Fernanda Pinheiro da Silva
06/06, sábado, 10h30 | Áreas Verdes e Sociedade Civil: Ações Territoriais no Butantã, Pinheiros e Lapa
Esta mesa de debate reúne representantes da sociedade civil que atuam diretamente na defesa e na construção de políticas e iniciativas voltadas à proteção e expansão das áreas verdes em diferentes territórios da zona oeste da cidade – Butantã, Pinheiros e Lapa.
Com Jupira Cauhy, Rosane Brancatelli e Suzana Saldanha | Mediação de Ernesto Maeda
06/06, sábado, 14h | Planejamento Permacultural no Parque da Jóia
O encontro apresenta a experiência do Coletivo Gente Jóia na regeneração do Parque da Jóia, no Butantã, onde uma área antes degradada vem sendo transformada coletivamente em espaço de natureza, convivência e aprendizagem a partir de princípios da permacultura e do cuidado comunitário com o território.
Com Coletivo Gente Jóia e Permacultores Urbanos
07/06, domingo, 10h30 | As águas do Butantã, Pinheiros e Lapa: Ações da Sociedade Civil
A mesa reúne ativistas e especialistas que atuam diretamente nessas ações, apresentando experiências de mobilização comunitária, monitoramento da qualidade da água, criação de parques lineares e projetos voltados à regeneração dos cursos d’água urbanos.
Com César Pegoraro, Maurício Ramos e Renata Priore Lima | Mediação de Luciana Cury
07/06, domingo, 14h | Compostagem Comunitária e os Cuidados com as Praças
Na primeira parte da atividade, será apresentada a trajetória do coletivo, seus processos de organização e mobilização comunitária, além de reflexões sobre o papel da ação cidadã na ocupação e no cuidado de áreas públicas. Em seguida, os participantes acompanharão uma demonstração prática da técnica de compostagem termofílica.
Com Composteira Butantã
Florestar SP | Mostra de Práticas Socioambientais – Festival Florestar 2026
05 de junho | sexta-feira, encontro de abertura às 19h30; 06 e 07 de junho | sáb e dom, feira das 11h às 18h
Locais: Mezanino | Sala de Oficinas – 2º andar | Praça
Livre | Grátis
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