
Clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes completa cinco décadas e, sob a direção de Fadel e Tomiossi, segue como crítica atual da realidade brasileira
Vinte anos após a aclamada temporada de Gota d’Água, Georgette Fadel e Cristiano Tomiossi retornam aos papéis de Joana e Jasão em uma nova encenação do clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes, intitulada GOTA D’ÁGUA – no tempo. A estreia nacional acontece em 27 de março no Teatro Anchieta, do Sesc Consolação, com temporada até 3 de maio de 2026.
A remontagem da Cia. Coisas Nossas de Teatro tem parceria com Georgette, que assume a direção geral do espetáculo, e com Cristiano Tomiossi, na codireção.
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Escrita em 1975, durante a ditadura militar, Gota d’Água transporta a tragédia de Eurípides para o contexto de uma comunidade periférica do Rio de Janeiro, a fictícia Vila do Meio-Dia. A história acompanha Joana, mulher abandonada por Jasão quando ele decide ascender socialmente ao se casar com Alma, filha de Creonte, poderoso proprietário do conjunto habitacional onde vivem.
Mais do que um drama amoroso, a obra constrói um retrato contundente das desigualdades sociais brasileiras e da lógica de exploração que atravessa as relações de poder. Cinco décadas depois de sua estreia, o texto permanece atual.
“Joana não perdeu Jasão apenas para uma mulher; ela perdeu para o sistema”, afirma Georgette Fadel, que recebeu o Prêmio Shell de Teatro de Melhor Atriz em São Paulo, em 2007, por sua interpretação da personagem.
Segundo a atriz e diretora, a força da peça está justamente na permanência de seus conflitos. “Por mais que a gente fale de 1975, o principal de tudo isso não mudou. Os nomes mudam, as tecnologias mudam, mas a estrutura de exploração persiste. “A Joana de Gota D’Água não é apenas uma mulher traída por um homem. Ela é expulsa de sua comunidade, de seu lugar no mundo, porque o sistema não permite mobilidade sem exploração. Jasão, por sua vez, é um homem que tenta sair da pobreza, mas para isso precisa pisotear os seus.”
SINOPSE
Vinte anos após a aclamada temporada de estreia de Gota D’Água Breviário, Georgette Fadel retorna à Joana e Cristiano Tomiossi a Jasão, com mais 11 atores e músicos, em Gota D´Água, com a direção geral de Fadel. O texto de Chico Buarque e Paulo Pontes traz a fábula grega da Medeia de Eurípides para o contexto histórico de uma comunidade periférica do Rio de Janeiro.
FICHA TÉCNICA
Texto: Chico Buarque e Paulo Pontes
Direção: Georgette Fadel
Codireção: Cristiano Tomiossi
Direção musical: Marco França
Codireção musical: Alê Moura
Elenco: Cristiano Tomiossi, Débora Veneziani, Georgette Fadel, Joaz Campos, José Eduardo Rennó, Laruama Alves, Leandro Vieira, Lilian Regina, Lívia Camargo e Mawusi Tulani.
Músicos: Alê Moura, Flávio Rubens, Ildo Silva e Renato Passarinho
Direção de arte e Iluminação: Felipe Tchaça
Direção de movimento de coros cênicos: Kleber Montanheiro
Direção de produção: Cristiano Tomiossi e Vanda Dantas
Direção de palco e contrarregra: Nilton Araújo
Cenotécnico: Zito Rodrigues
Assistente de direção: José Eduardo Rennó
Assistente de direção de movimento: Débora Veneziani
Assistente de direção de arte: Vanda Dantas
Assistente de produção: Gaê e Giovana Carneiro
Desenho e técnico de operação de som: JP Hecht
Assistente e Operação de luz: Felipe Fly
Designer e criação de identidade visual: Sato do Brasil
Fotógrafa: Barbara Campos
Filmagem: Felipe Corvello
Costureira: Dhenyse Iwone
Gestão de Projeto: Cia. Coisas Nossas de Teatro e Colmeia Produções
GOTA D´ÁGUA – no tempo
Com texto clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes, direção geral de Georgette Fadel, codireção de Cristiano Tomiossi, com a Cia. Coisas Nossas de Teatro
Sesc Consolação – Teatro Anchieta – Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo – SP
Temporada: 27/3 a 3/5/2026
Horários: Sextas e Sábados, às 20h. Domingos e feriado (1/5), às 18h
Sessões em horários diferenciados:
Dias 9, 16 e 23/4. Quintas, às 15h
Lotação: 280 lugares | Duração: 180 minutos | Classificação: 16 anos
Ingressos: R$70 (inteira) R$35 (meia entrada) e R$21 (credencial plena)
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