Manual para identificar Fake News

09/04/2026

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A pressa é a grande inimiga da atenção. Afinal, quando estamos realizando diversas atividades ao mesmo tempo, não lemos criteriosamente as informações que acabamos de receber pelas telas do celular ou computador. Para evitar riscos, orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde nos ajudam a identificar um conteúdo falso. 

É ou não é? 

Procure saber se quem escreveu e publicou aquele texto, vídeo, fotografia ou infográfico é, de fato, confiável. Sites oficiais, veículos de notícia, profissionais da saúde e da ciência reconhecidos são fontes recomendadas para você se informar com segurança. Também vale pesquisar na rede se mais fontes confiáveis estão falando sobre o mesmo tema.  

De olho na data 

Fique atento à data de publicação de um conteúdo. Muitas fake news compartilhadas podem ser resultado de informações retiradas de contexto. Parecem atuais, mas são publicações antigas e distorcidas que circulam como se falassem do presente. Cheque antes de compartilhar. 

Frente e verso

Leia a notícia do começo ao fim. Mesmo na pressa, deixe a preguiça de lado quando receber um conteúdo. Títulos chamativos, entrevistas com pessoas desconhecidas ou que não são da área da saúde, frases lacradoras e outras iscas que induzem ao compartilhamento podem ser evitados por uma leitura atenciosa. 

Julgue a capa

Questione a veracidade de um conteúdo com manchetes chamativas. Em geral, as fake news fazem uso de títulos sensacionalistas, prática conhecida como clickbait, além de textos com excessos de adjetivos, a fim de chamar a atenção para receitas “milagrosas” ou tratamentos “infalíveis”, por exemplo. Outro aspecto em comum é o uso de narrativas que provocam, principalmente, medo e raiva para engajar leitores.  

Um pé atrás

Confira se números e fatos no texto são reais. Nada mais comum em uma fake news do que o uso de dados estatísticos inventados para desorientar o leitor. Recursos como gráficos e tabelas também podem ser utilizados para que um conteúdo falso pareça resultado de uma reportagem séria. O mesmo pode acontecer com fatos criados ou distorcidos para confundir as pessoas ou com alucinações de IA: informações falsas e imprecisas que podem ser geradas por alguns modelos. 

Guarda-chuva de aspas

 Verifique quem é citado. Professores e pesquisadores inventados, de universidades e outras instituições que não existem, costumam ser citados em notícias falsas. Pesquise sobre os profissionais entrevistados para saber se são fontes confiáveis. Certifique-se da instituição onde ele atua, seu campo de atuação e se já deu entrevistas para veículos de notícias com credibilidade.     

 
Cheque Aqui

 Saúde com ciência: projeto de combate à desinformação do Ministério da Saúde. 
Agência Lupa e Aos fatosagências independentes de checagem de fatos.
Fato ou Fake: serviço de checagem de fatos do Grupo Globo de Comunicação.

Inspira – Ações para uma vida saudável 

Entre os dias 9 e 19 de abril, o Sesc São Paulo realiza a edição 2026 do projeto Inspira, ação em rede dedicada à educação em saúde, que neste ano tem como tema “Saber de si, saber de nós: letramento e comunicação em saúde”

 Com 110 atividades, distribuídas em 30 unidades, a programação convida o público a compreender que o letramento em saúde envolve acessar conteúdos, reconhecer fontes confiáveis, interpretar informações e aplicá-las no cotidiano, favorecendo decisões mais conscientes e fortalecendo o cuidado individual e coletivo. 

Leia +:
Inspira 2026 – Saber de si, saber de nós: letramento e comunicação em saúde
Inspira 2026 – Os desafios de abordar assuntos relacionados à saúde de forma acessível e acolhedora
Revista E (Abril/26) – Vacina contra a desinformação

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