Semana Inaugural do Curso de Atuações traz o legado do CPT_Sesc ao presente  

30/09/2026

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De 6 a 10 de outubro, artistas, pesquisadores e críticos revisitam a trajetória de Antunes Filho e do CPT_Sesc, do Grupo Macunaíma às ressonâncias na cena contemporânea com atividades gratuitas.

A Semana Inaugural do Curso de Atuações propõe uma imersão na história, nas práticas e no legado artístico-pedagógico do Centro de Pesquisa Teatral do Sesc São Paulo (CPT_Sesc), tomando a trajetória de Antunes Filho como ponto de partida para refletir sobre diferentes modos de pensar a formação e a criação teatral.  

Ao longo de cinco encontros, artistas, pesquisadores, críticos e egressos do CPT_Sesc compartilham experiências, memórias e perspectivas sobre uma trajetória marcada pela investigação continuada da atuação, da linguagem cênica e dos processos de criação.  

Articulando memória, reflexão crítica e contexto histórico, a programação percorre diferentes momentos dessa história - da trajetória de Antunes Filho anterior à criação do CPT_Sesc às experiências do Grupo Macunaíma, passando pelas práticas desenvolvidas no Centro de Pesquisa Teatral e por suas ressonâncias na cena contemporânea.  

Essas ressonâncias também se manifestam na continuidade do próprio CPT_Sesc, que permanece ativo como espaço de pesquisa, formação, criação e intercâmbio. Em diálogo com as transformações da cena e com diferentes gerações de artistas, o Centro segue desenvolvendo atividades que atualizam sua vocação investigativa, incorporando outras perspectivas, práticas e modos de pensar a atuação e os processos de criação.   

Nesse sentido, a Semana Inaugural propõe não apenas olhar para a história do CPT, mas também refletir sobre como questões presentes em sua trajetória podem ser revisitadas, tensionadas e transformadas a partir dos desafios e das experiências do teatro contemporâneo.  

Inscrições: Abertas no dia 02/10, a partir das 14h (on-line e na Central de Atendimento da Unidade). Vagas limitadas.

Cada encontro exige uma inscrição individual. Você pode escolher participar de um ou mais dias (6, 7, 8, 9 e 10 de outubro), inscrevendo-se separadamente naquelas datas que desejar, conforme sua disponibilidade.

Legado e prática da cena de Antunes Filho

Com Marlene Fortuna, Luiz Fernando Ramos e André de Araújo.  

06 de outubro — terça-feira, das 19h às 21h30  

O encontro aborda o legado artístico e pedagógico de Antunes Filho e as práticas de criação e formação desenvolvidas no CPT. Sob sua direção, o Centro consolidou-se como um laboratório permanente de pesquisa teatral, no qual exercícios, estudos e processos de investigação sobre o trabalho do ator se articulavam à criação de espetáculos. A conversa recupera aspectos dessa experiência e discute suas contribuições para a formação e para a cena teatral brasileira.  

André de Araújo é coordenador de programação do Sesc Consolação. Mestre em Cultura e Informação e bacharel em Artes Cênicas – Direção Teatral pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Desenvolveu, no teatro e no audiovisual, trabalhos como ator, diretor, dramaturgo e sonoplasta. Integrou, entre outros, o CPT/Macunaíma, dirigido por Antunes Filho, tendo atuado nos espetáculos “Policarpo Quaresma”, “Lamartine Babo”, “A Falecida Vapt-Vupt” e “Senhora dos Afogados”.  

Marlene Fortuna é paulistana e possui sua vida dedicada aos palcos. Desde cinco anos trabalhando como atriz na  Companhia Teatral Maracanã criada por seu pai, José Fortuna, também ator, compositor e dramaturgo, até onze anos devotados aos aprendizados e atuações no Grupo do genial diretor Antunes Filho. Resolveu dar um interregno e partir para a carreira acadêmica, com o objetivo de teorizar tudo o que aprendeu na prática. Fez mestrado e doutorado na PUC/SP e pós-doutorado na Unicamp.  

Luiz Fernando Ramos é Professor Titular do Dep. de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP e pesquisador do CNPq. Dramaturgo e encenador, realizou trabalhos como Síntese e Surpresa: fragmentos do teatro futurista (1985); São Paulo em revista: uma viagem ao umbigo da cidade (Bienal de São Paulo, 1991); Two White Sheets (Londres, 1994); Ser, ou não, Craig (Teatro Laboratório da USP, 2000); A Morta (Viva), (Mostra SESC de Artes, 2007).  

A trajetória de Antunes Filho antes da criação do CPT  

Com Irene Ravache, Jonas Bloch e Jefferson Del Rios.  

07 de outubro — quarta-feira, das 19h às 21h30  

Antes da criação do CPT, Antunes Filho construiu uma extensa trajetória como diretor, atravessando diferentes momentos e linguagens do teatro e da televisão brasileira. A partir das memórias e experiências de Irene Ravache, Jonas Bloch e Jefferson Del Rios, o encontro revisita esse período e recupera histórias, processos de criação e transformações que ajudam a compreender o percurso artístico que antecedeu e preparou o terreno para a experiência do Centro de Pesquisa Teatral.  

Irene Ravache é atriz, diretora e produtora. Já conquistou todos os principais prêmios destinados ao teatro, cinema e televisão em mais de sessenta anos de carreira. Começou sua carreira no Rio de Janeiro, na década de 1960, participando da histórica montagem de Eles Não Usam Black-Tie, do Centro Popular de Cultura (CPC), da UNE. Em 1968 mudou-se para São Paulo, chamando a atenção pelo trabalho em A Cozinha, de Arnold Wesker, direção de Antunes Filho. A partir daí, encenou textos de autores como Maria Adelaide Amaral, Leilah Assunção , Loleh Bellon , Andrea Bassit entre tantos outros. No teatro contracenou com atores como Juca de Oliveira, Fulvio Stefanini, Rolando Boldrin, Marcos Caruso, Lílian Lemmertz e Regina Braga em inesquecíveis interpretações, e trabalhou com os mais conceituados diretores.   

Jonas Bloch é ator e diretor, com longa trajetória no teatro, no cinema e na televisão. Sua experiência na cena brasileira inclui trabalhos realizados sob direção de Antunes Filho no período anterior à criação do CPT, do qual traz memórias e perspectivas sobre os processos artísticos do diretor.  

Jefferson Del Rios é jornalista e crítico teatral com longa atuação na imprensa paulista.  
Conviveu intensamente com Antunes Filho desde 1971 quando o diretor encenou “Peer Gynt” (Teatro Itália) com Stênio Garcia, Jonas Bloch, Ewerton de Castro e Ariclê Perez. Esteve com ele – e o CPT – nos Festivais Internacionais de Lisboa e Istambul.  
  

Grupo Macunaíma e CPT  

Com Emerson Danesi, Raul Teixeira, Salma Buzzar e Valmir Santos.  

08 de outubro — quinta-feira, das 19h às 21h30  

A investigação continuada sobre o trabalho do ator, a linguagem cênica e a cultura brasileira atravessa a trajetória do Grupo Macunaíma e está na gênese do Centro de Pesquisa Teatral. A partir das experiências de integrantes egressos do grupo, o encontro aborda as relações entre pesquisa, criação e formação que marcaram essa trajetória, bem como o repertório de espetáculos e procedimentos que contribuíram para a história do teatro brasileiro e para a constituição do CPT no Sesc São Paulo.  

Emerson Danesi é ator, diretor e produtor teatral. Trabalhou com Antunes Filho no CPT por mais de duas décadas, atuando em diferentes frentes de criação, formação e produção. Participou como ator de montagens como Drácula e Outros Vampiros, Fragmentos Troianos, Medeia e da série Prêt-à-Porter, além de dirigir Margherite, Mon Amour e Lamartine Babo, com texto de Antunes Filho.  

Raul Teixeira é músico e pesquisador sonoro, com longa colaboração com Antunes Filho e o Grupo Macunaíma/CPT. Participou da criação sonora de diferentes espetáculos e também esteve ligado às experiências formativas do Centro, incluindo iniciativas voltadas à pesquisa e à formação em sonoplastia e criação sonora para a cena.  

Salma Buzzar é formada em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Começou a trabalhar como atriz no longa metragem Cristais de Sangue da diretora Luna Alkalay. Em seguida com os diretores Maurice Capovilla, Walter Hugo Khoury, como atriz e continuísta, Alan Fresnot, como continuísta e José de Anchieta, como assistente de direção. Em 1978 ingressou na montagem da peça Macunaíma sob a direção de Antunes Filho e com o grupo, além das turnês pelo Brasil e exterior, atuou em Nelson Rodrigues, o Eterno Retorno, Nelson Rodrigues 2 e Romeu e Julieta.  Na sequência, trabalhou com a diretora Celia Helena na peça Pedro e o Lobo e em programas na TV Cultura.   

Valmir Santos é jornalista, pesquisador e crítico de teatro. Cofundador do site Teatrojornal, acompanha a produção das artes cênicas brasileiras e desenvolve trabalho dedicado à crítica, à memória e à reflexão sobre processos artísticos, grupos, artistas e políticas culturais.  

CPT e ressonâncias atuais  

Com Bete Coelho, Lee Taylor e Welington Andrade.  

09 de outubro — sexta-feira, das 19h às 21h30  

O encontro aproxima a experiência histórica do CPT das práticas e questões do teatro contemporâneo. Bete Coelho, Lee Taylor e Welington Andrade revisitam procedimentos de pesquisa, criação e formação desenvolvidos no Centro e refletem sobre como essas experiências reverberam em seus próprios percursos artísticos e pedagógicos. A conversa propõe pensar o legado do CPT não como um conjunto fechado de métodos, mas como um campo de referências que pode ser interrogado, transformado e colocado em diálogo com outras perspectivas de atuação e criação no presente.  

Bete Coelho é atriz e diretora. Atua desde os nove anos de idade. Como atriz, trabalhou com diversos diretores, entre eles: Antunes Filho, Gerald Thomas, Zé Celso Martinez Corrêa, Paulo Autran, Jô Soares, Daniela Thomas, Bob Wilson e Radoslaw Rychcik. Em 2010 fundou a Cia. Teatrofilme com a qual montou as peças O Terceiro Sinal, Mãe Coragem, Molly — Bloom, Ana Lívia, Petra e Lia Lia, além dos filmes Medeia por Consuelo de Castro e Gaivota.  

Lee Taylor é artista-pesquisador-pedagogo e coordenador do Núcleo de Artes Cênicas (NAC). Fez graduação, mestrado e é doutorando em Artes Cênicas pela ECA/USP. Integrou por quase 10 anos o CPT/Sesc (2004 – 2013), sob direção de Antunes Filho, onde protagonizou os espetáculos A Pedra do Reino (2006), Foi Carmem (2008), Senhora dos Afogados (2008), A Falecida (2009) e Policarpo Quaresma (2010), e atuou no CPTzinho, como professor de atuação, corpo e voz do curso de Introdução ao Método de Ator, de 2005 a 2013. Foi docente das disciplinas “Atuação e Performance”, “Corpo e Voz” e “Improvisação e Jogos Teatrais” na graduação do Departamento de Artes Cênicas, Educação e Fundamentos da Comunicação (Dacefc), do Instituto de Artes da Unesp.  

Welington Andrade é bacharel em Artes Cênicas pela Uni-Rio e em Letras pela USP, onde realizou mestrado e doutorado em Literatura Brasileira, com pesquisa em Dramaturgia. É professor titular da Faculdade Cásper Líbero e colunista de teatro da revista Cult e responsável pela coluna de crítica teatral “Cena Contemporânea”, no site da publicação  
  

Apresentação do Curso de Atuações

Com Antônio Araújo, Chris Belluomini, Cristina Moura e Lígia Cortez.  

10 de outubro — sábado, das 14h às 17h  

A equipe de consultoria pedagógica do Curso de Atuações apresenta as inspirações, conceitos e eixos metodológicos do percurso formativo que agora se inicia, fazendo referências ao lastro histórico do CPT e apontando as possibilidades e caminhos propostos para a formação de artistas da contemporaneidade. 

Antônio Araújo: é diretor teatral, curador e professor no Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. É diretor artístico do Teatro da Vertigem, companhia na qual desenvolve suas pesquisas em encenação e site-specific, desde 1992. É coidealizador e diretor artístico da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo.

Chris Belluomini: artista do corpo, educadora e diretora artística. Iniciou sua trajetória integrando a Victor Navarro Cia. de Dança. Já atuou como bailarina, criadora e colaboradora de diferentes artistas e companhias, desenvolvendo pesquisa situada na intersecção entre dança, teatro, educação e criação cênica. Foi diretora artístico-pedagógica do Núcleo Luz, projeto que articulava arte, educação e compromisso social.

Cristina Moura: é uma artista contemporânea, diretora teatral, coreógrafa, intérprete e preparadora de elenco. Formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. Seu trabalho é investigativo e transita entre linguagens, e vem sendo mostrado com êxito no Brasil e no exterior. Além da criação de espetáculos, tem pesquisa em formação de atores e bailarinos e ministra aulas e cursos regularmente.

Lígia Cortez: atriz, diretora teatral, arte-educadora e pesquisadora. É doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo. Diretora artístico-pedagógica do Célia Helena Centro de Artes e Educação, que reúne a Escola Superior de Artes Célia Helena, o Teatro-escola Célia Helena e a Casa do Teatro. Pró-reitora do curso de Mestrado Profissional e Doutorado Profissional em Artes da Cena. Tem experiência como atriz no cinema, televisão e teatro.

SERVIÇO

SEMANA INAUGURAL
Período: 6/10/26 a 10/10/2026
Terça a sexta, 19h. Sábado, 14h.
Inscrições: Abertas no dia 02/10, a partir das 14h (on-line e na Central de Atendimento da Unidade). Vagas limitadas.


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