Data e horário
21/10 a 21/10
A proposta da atividade é um convite a fazermos reflexões sobre os impactos climáticos sobre as condições dos alimentos, sobre os aspectos de saxonalidade, relações afetivas com o preparo familiar e ao mesmo tempo preparar receitas simples de maneira saudável, associado as relações humanas e cuidados do ambiente que vão até o prato. oficina propõe uma experiência sobre sazonalidade, aproveitamento integral dos alimentos e transmissão de saberes a partir das receitas tradicionais. Antes dos produtos disponíveis o ano inteiro, comer dependia do tempo da terra, das colheitas, dos quintais e das formas de guardar, transformar e utilizar os alimentos. Muitas receitas de família preservam esse conhecimento, mesmo quando ele aparece disfarçado em medidas simples, ingredientes cotidianos e modos de fazer repetidos entre gerações.
A araruta será o fio condutor desse percurso. Ingrediente de presença histórica na culinária brasileira, hoje menos conhecido fora de algumas regiões e tradições familiares, ela permite conversar sobre cultivo, sazonalidade, memória doméstica e usos alimentares que atravessaram o tempo. A partir de breves apontamentos históricos, o público participará da feitura e degustação de bolachinhas de araruta, reconhecendo no preparo um exemplo concreto de como ingredientes locais e sazonais sustentaram cozinhas, famílias e repertórios alimentares.
A condução ficará a cargo do Comer História, coletivo de historiadores que articula pesquisa histórica, cultura alimentar e ações voltadas à aproximação entre conhecimento acadêmico e público amplo. O encontro culminará na confecção coletiva de um zine de receitas. Cada participante será convidado a levar de casa uma receita de família, simbólica ou recorrente em sua mesa, para compartilhar com o grupo.
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