Datas e horários
De 22/01 a 25/01
Um manifesto escrito por gestos. Uma orquestra movida por corpos. Ainda há tempo para tantos “eus” se implicarem num “nós”? Em ATO, a Cia Fragmento de Dança convida artistas para se juntarem ao elenco, construindo uma estrutura coreográfica que convoca o movimento em uníssono para fortalecer a imagem de grupo. São muitas vozes juntas criando tensões polifônicas. A pesquisa surgiu inspirada na forma como as pessoas se organizam em atos e manifestações políticas. Os gestos são os disparadores de uma construção que se complexifica na insistência, na repetição, no ritmo e nos corpos que se organizam como se fossem um quadro vivo. Uma das primeiras referências investigadas foi a performance do coletivo feminista chileno “Lastesis” na qual mulheres com olhos vendados e gestos coreografados gritaram “el violador eres tú” (o estuprador é você) nas ruas do Chile e, depois, em várias partes do mundo. Seriam esses espaços a possibilidade de um comum? Ainda que de forma passageira, por alguns momentos, nos encontramos como grupo. O que isso nos diz?
FICHA TÉCNICA
Concepção, coreografia e direção: Vanessa Macedo
Assistência de direção: Maitê Molnar
Assistência coreográfica: Diego Hazan e Maitê Molnar
Elenco: Cinthia Tomaz, Diego Hazan, Flavia Teraoka, Gabriela Ramos, Leticia Almeida, Maitê Molnar, Marcela Paez, Maria Basulto, Marina Dantas, Patrícia Pina, Paco Vasconcelos, Prudy Oliveira e Sergio Galdino
Música ao vivo e composição de trilha sonora: Fernando da Mata e Lua Oliveira
Preparação corporal: Sérgio Galdino e Vanessa Macedo
Iluminação: Sandro Borelli
Figurinos, adereços, cenografia: Cia Fragmento de Dança
Designer gráfico: Leticia Mantovani
Produção: Luciana Venancio (Movicena Produções)
CIA FRAGMENTO DE DANÇA – Sob a direção de Vanessa Macedo, a Cia Fragmento de Dança é um núcleo artístico de pesquisa e produção em dança contemporânea, sediado na cidade de São Paulo – SP, desde 2002. Ao longo dos seus anos de existência, construiu uma linguagem estética autoral interessada em discutir gênero, autoimagem, fricção entre vida e obra. Nos últimos anos,tem se voltado para a investigação do autodepoimento na cena, a experiência da alteridade e a dimensão política do falar sobre si em processos de criação. Se por um lado, a pesquisa sobre memórias e dramaturgias de testemunhos se faz presente, por outro, as perguntas sobre nossas potências e contradições como seres sociais e políticos também acompanham o grupo. As criações passam por esses espaços de tensão. A Cia tem uma intensa atuação na capital paulistana, participa constantemente de festivais nacionais e internacionais e já foi contemplada pelos principais prêmios e editais de incentivo à Dança.
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