Duração: 120 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Teatro
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.
Data e horário
21/08 a 21/08
Essa conversa tem o intuito de trazer reflexões e caminhos contra a criminalização, que é considerado um mecanismo de controle social das expressões artísticas, como o rap e o funk, provenientes de territórios e culturas periféricas.
Brisa Flow – Cineasta, MC, cantora, compositora, produtora musical e pesquisadora de ascendência mapuche. Reconhecida como uma das principais vozes da música indígena contemporânea na América Latina, sua obra combina rap, jazz, música eletrônica e sonoridades ancestrais, criando uma linguagem artística singular. Em suas composições, aborda temas como ancestralidade, território, identidade, direitos dos povos indígenas e justiça social, estabelecendo pontes entre arte, pesquisa e pensamento decolonial.
Eduardo Taddeo – Rapper, compositor, escritor, advogado e ativista, Eduardo Taddeo foi vocalista e principal letrista do grupo Facção Central, uma das formações mais influentes do rap nacional. Sua produção artística e intelectual aborda temas como racismo, desigualdade social, violência de Estado, sistema prisional e direitos humanos, consolidando sua atuação também como palestrante e articulador de debates públicos.
Kric Cruz – Egresso do sistema prisional, Kric Cruz foi mantido na condição de preso comum durante parte da Ditadura Militar, passando por diferentes instituições de encarceramento em São Paulo, entre elas o Deops/SP. Nesse período, conviveu com presos políticos e agentes da repressão, experiência que marcou profundamente sua trajetória. Na roda de conversa, compartilhará sua história de vida para refletir sobre direitos humanos, memória, violência de Estado e os desafios do sistema penal e carcerário brasileiro.
Layne Gabriele – Pesquisadora, assistente curatorial e mestranda em Linguagem, Transculturalidade, Memória e Tecnologias pela Unicamp. Sua pesquisa articula linguagem, memória, práticas culturais e tecnologias a partir de perspectivas negras e periféricas, investigando as relações entre oralidade, produção de conhecimento e processos curatoriais. Atua na interface entre pesquisa acadêmica, curadoria e ações culturais voltadas à valorização de narrativas historicamente invisibilizadas.
Renata Prado – Pedagoga, pesquisadora e referência nos estudos sobre a cultura funk no Brasil. Idealizadora da Pedagogia do Funk e curadora da exposição FUNK: um grito de ousadia e liberdade, desenvolve pesquisas e ações formativas que reconhecem o funk como patrimônio cultural, linguagem política e ferramenta de educação e transformação social. Integra a Frente Nacional de Mulheres do Funk e a Coalizão Negra por Direitos.
Thiago Torres (Chavoso da USP) – Cientista social, educador, comunicador e influenciador digital, Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, nasceu e foi criado na Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo. Tornou-se conhecido ao compartilhar reflexões sobre o choque entre a vivência periférica e o ambiente universitário após ingressar no curso de Ciências Sociais da USP. Atualmente, produz conteúdos e participa de debates sobre educação, desigualdade, raça, classe e juventudes periféricas, aproximando a universidade das realidades das periferias.
#CANCELA: Ecos do Cárcere” é um projeto do Sesc Pompeia que propõe uma programação transdisciplinar sobre o encarceramento em massa e a privação de liberdade, refletindo sobre o punitivismo enquanto política de Estado e suas intersecções com raça, gênero e classe social.
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