Foto: Mayra Azzi
Foto: Mayra Azzi

C A C O S

com Cristian Duarte em Companhia

CPT

Consolação

Duração: 60 minutos

A16

atividade presencial

Local: Centro de Pesquisa Teatral - 7º andar

Foto: Mayra Azzi
Foto: Mayra Azzi

A série coreográfica C A C O S, desenvolvida entre 2023 e 2025 por Cristian Duarte em companhia, nasce do projeto KINTSUGI, que toma a técnica japonesa de reparação da cerâmica como metáfora para continuidade, memória e reconstrução. No kintsugi, os fragmentos quebrados são reintegrados com verniz e ouro, destacando as fissuras como parte da beleza e da história da peça. Foi essa imagem, a força do que se recompõe sem apagar suas marcas, que orientou a companhia na criação de cinco danças: três duetos, um trio e um trabalho de grupo com dez artistas.

C A C O S se organiza como uma tessitura de subjetividades, corporeidades e imaginações que se friccionam, dialogam e criam zonas de contágio entre passado e futuro. Cada obra nasce do encontro entre os fragmentos de trajetória das intérpretes-criadoras e os desejos de reposicionar a dança como processo contínuo de invenção, risco e reorganização sensível. Ao revisitar gestos, afetos, desenhos coreográficos e materialidades que compõem a história do grupo, KINTSUGI tornou-se também um dispositivo para refletir sobre resiliência, cuidado e perseverança coletiva.
Esse agenciamento de cacos, no qual nada é descartado, mas reativado, culminou na criação de E nunca as minhas mãos estão vazias, obra que reúne e rearticula os rastros deixados pelas pesquisas anteriores, afirmando a presença como estado heterogêneo e inacabado.

Caco#1 – Morde como um cão (22/4)
Nada escapa, seguimos em um espaço descontínuo de sinapses frenéticas. Salivamos com graça e mordemos com força. Entre o desejo de seguir juntos e desmoronar emerge uma dança vigorosamente instável.

Caco#2 – Me envenena, vem cá (15/4)
Como as redes sociais e a internet ecoam em você? E nos seus gestos? Nesse dueto dirigido por Cristian Duarte, os dançarinos Gabriel Tolgyesi e Maurício Alves buscam modos de estabelecer conexões entre si, com a plateia e com o mundo, reverberando corpo-verborragicamente em palavras-danças aquilo que circula em seus feeds, desde memes até trágicas notícias.

Caco#3 – Bote (15/4)
Provocar o delírio significa a constante negociação com a matéria. Enquanto delira o bicho do humano edifica seres e arquiteturas. Enquanto dura o movimento, durará também um ambiente ficcional inaugurante que existirá na própria duração de um movimento de braço, por exemplo. Como o animal que aproveita o momento do bote. Ele confia em toda a sua sabedoria anatômica, numa organização de vida e morte que será, e só poderá ser, numa fração de segundos. Acertando ou não a presa, o bote é a verdadeira fome e nada mais!

Caco#4 – Tudo vira (22/4)
Coexistir sem perder o corpo das diferenças, das histórias, das referências e das raízes que impulsionam escolhas, encontros e também desencontros. Sempre junto e nunca igual requer persistência, curiosidade e também uma tonalidade capaz de permitir perceber o que está fora de você, ao mesmo tempo em que você regula, com delicada atenção, tudo que sempre se revira dentro de você.

Caco#5 – Presentes (29/4)
E se ao invés de escrever uma sinopse eu dançasse?

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Ficha técnica

Concepção, coreografia e direção – Cristian Duarte
Criação e dança – Aline Bonamin, Allyson Amaral, Andrea Rosa Sá, Felipe Stocco, Gabriel Fernandez Tolgyesi, Júlia Rocha, Leandro Berton, Maurício Alves, Paulo Carpino e Tenca Silva.
Assistência de direção – Vicente Antunes Ramos
Acompanhamento dramatúrgicoJúlia Rocha
Figurinos – em companhia
Iluminação – André Boll
Música – Tom Monteiro, Moraes Moreira, Clarice Assad, Sérgio Assad, Third Coast Percussion, Alessandro Cortini, Jennifer Koh e criações do elenco
Fotografia – Leandro Berton, Mayra Azzi e Gabriel Tolgyesi

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