Duração: 180 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Oficinas 3
Inscrições a partir de 6/5 para Credencial Plena e 8/5 para o Público Geral
Datas e horários
De 09/05/2026 a 30/05/2026
Como transformar o smartphone em uma ferramenta de preservação de memórias e curas? Inspirada na estética dos micro-documentários Duanju e na filosofia Sankofa, “Retornar ao passado para ressignificar o futuro”, esta oficina propõe um mergulho no cinema vertical (9:16) para registrar as histórias que habitam os quintais urbanos e as mãos das zeladoras de ervas e guias. Através de técnicas de vanguarda e equipamentos de precisão, os participantes aprenderão a “bordar” narrativas audiovisuais que conectam o saber ancestral à tecnologia de bolso.
Cronograma de encontros:
Encontro 1. Fundamentos: Vanguarda vertical, filosofia Sankofa e composição em camadas.
Encontro 2. Narrativa: Roteiro poético, decupagem de processos e integração artística.
Encontro 3. Prática: Captação externa com suporte de equipamentos profissionais (Gimbal e Áudio ASMR).
Encontro 4. Finalização: Edição mobile, pós-produção estética e exibição comentada dos resultados.
Vanessa Crioulla Oliveira é artista multidisciplinar, cineasta, fotógrafa e pesquisadora dedicada à preservação e difusão de saberes ancestrais e culturas afro-brasileiras. Herdeira da trajetória política e cultural de sua mãe, a ialorixá e ativista Dona Vilma Santos, Vanessa integra herança e contemporaneidade em obras como o documentário “Dona Vilma” e a pesquisa “Erveiras do Brasil”, onde une sua atuação como Ekedji ao registro fílmico e literário de mestras dos saberes tradicionais. Com sólida trajetória na curadoria de moda e artes visuais em parcerias com o CCSP e a Casa de Criadores, ela transita entre o audiovisual, a escrita e a educação, utilizando a tecnologia como ferramenta de resistência, cura e construção de cartografias afetivas que conectam o sagrado ao cotidiano.
Danni Jordan é artista visual, produtora cultural e especialista em audiovisual, com experiência em projetos viabilizados pelas leis de incentivo a cultura Aldir Blanc e Paulo Gustavo. Com um olhar técnico e sensível, atuou como diretora, diretora de fotografia e montadora em obras que resgatam e celebram a memória e a arte, como os documentários “Arte dos Reis – A cultura da folia de reis do centro de Minas”, “Henrique Aragão – Um Artista Transcendental” e o inovador jogo transmídia “Rio Preto Onírico: A busca pelo despertar”. Sua atuação une a técnica do registro memorial do documentário à inovação com novas linguagens da New Media Art.
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