Duração: 180 minutos
atividade presencial
Local: Sala de Oficinas 1
Inscrições online e no local a partir de quarta, 29/7 (credencial plena) e sexta, 31/7 (público em geral).
Datas e horários
06/08 a 27/08
A oficina propõe a criação de cartazes autorais a partir de fragmentos históricos, sociais e afetivos presentes no Acervo Bajubá, um acervo dedicado à preservação da memória LGBT+. Por meio de exercícios de desenho, colagem, tipografia manual e composição visual, os participantes serão convidados a reinterpretar registros históricos (como fotografias, relatos, impressos e documentos) transformando-os em peças gráficas contemporâneas. A atividade articula prática artística e reflexão crítica sobre memória, apagamento, resistência e fabulação,
incentivando a produção de narrativas visuais que dialogam com o passado e o presente. É também espaço de inscrição de experiências e perspectivas do presente, fomentando o diálogo intertemporal.
Angel Natan é artista visual, pesquisadora e coordenadora do Acervo Bajubá, iniciativa dedicada à preservação da memória LGBT+, especialmente de travestis e mulheres trans no Brasil. Sua prática atravessa desenho, arquivo, memória e fabulação, propondo estratégias de reimaginação histórica a partir de vestígios e narrativas marginalizadas. Participou de residências e encontros internacionais voltados a arquivos e práticas contemporâneas, como o programa “File Not Found”, no Goethe-Institut de Lisboa.
Yuri Fraccaroli é pessoa artista, pesquisadora e educadora, com atuação em estudos de gênero, sexualidade e memória na América Latina. Cursa doutorado em Feminist Studies na University of California, Santa Barbara. Recebeu a ACLS/Mellon Dissertation Innovation Fellowship para desenvolver pesquisa sobre arquivos comunitários LGBTQ+ e suas implicações políticas e epistemológicas. Seu trabalho investiga como iniciativas de memória mobilizam o passado como ferramenta de reivindicação no presente. Integra o Acervo Bajubá, colaborando em práticas de arquivo e pesquisa há vários anos. Tem experiência com história oral, etnografia e processos de construção de acervos.
Sua pesquisa inclui experiências e participações em projetos de arquivo no Brasil, Argentina e Equador, em diálogo com diferentes iniciativas de memória. Sua pesquisa propõe pensar arquivos como práticas vivas, atentas à materialidade, às relações e às formas de presença.
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