Clube da Medusa
Clube da Medusa

Clube da Medusa – Grupo de escrita para mulheres e dissidentes de gênero

Com Veronica Stigger e convidadas

Vila Mariana

Duração: 180 minutos

16

atividade presencial

Local: Auditório (Torre A - 1º andar)

Retirada de ingresso 1h antes na Central de Atendimentos da unidade.

Clube da Medusa
Clube da Medusa

Aulas abertas para mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, no intuito de fazer um chamado à escrita e à reflexão sobre a produção e o fazer literário, com encontros quinzenais, de modo a estimular novas vozes e novas criações.

Inspirado no manifesto de Hélène Cixous “O riso da Medusa”, escrito em 1975, a partir do incômodo da autora ao verificar a ausência de mais vozes femininas no campo literário e intelectual de sua época, propomos um espaço de encontro e criação, com enfoque na escrita das mulheres, mas também aberto a outras identidades de gênero não hegemônicas. A Medusa, no ensaio de Cixous, é trazida como símbolo de uma mulher que teve sua voz violentamente cerceada, mas também é uma evocação da urgência em reencontra-la e, assim, ouvir o grito de tais vozes silenciadas.

Serão aulas abertas, que desejam ser um chamado à escrita e à reflexão sobre a produção e o fazer literário, com encontros quinzenais, de modo a estimular que novas vozes e novas criações se fortaleçam e ganhem vida.

Essa primeira edição será conduzida pela escritora Veronica Stigger e, a cada encontro, contaremos também com a presença de mais uma autora convidada, são elas:

15/4, quarta-feira: Veronica Stigger
29/4, quarta-feira: Veronica Stigger e Bianca Dias
13/5, quarta-feira: Veronica Stigger e Maura Voltarelli
27/5, quarta-feira: Veronica Stigger e Julia de Souza
10/6, quarta-feira: Veronica Stigger e Amara Moira
23/6, terça-feira: Veronica Stigger e Luciany Aparecida

*Os encontros ocorrem de maneira independentes, é possível participar em datas avulsas.
* Retirada de ingressos a partir de 1h antes da atividade na Central de atendimentos da unidade.

 

Minibios das convidadas:

BIANCA COUTINHO DIAS é ensaísta, psicanalista, pesquisadora, crítica de arte e curadora. Especialista em História da arte pela FAAP, mestre em estudos contemporâneos das artes pela Universidade Federal Fluminense, doutoranda em memória social na UNI- RIO. Escreve sobre artes plásticas, cinema, literatura, psicanálise e sobre tudo mais que pode movimentar e reinventar o mundo.

MAURA VOLTARELLI é crítica literária, professora e pesquisadora com mestrado e doutorado em Teoria e História Literária pela UNICAMP e pós-doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP. Realizou estágios de pesquisa em Paris sob a supervisão do filósofo e historiador da arte Georges Didi-Huberman. É autora dos livros “O Sequestro da Ninfa”(2024), sobre a obra de Carlos Drummond de Andrade, e “Amar, depois de perder: uma poética da Ninfa” (2021), além de diversos artigos sobre literatura brasileira, teoria e crítica literária e artes visuais. Atualmente, realiza um segundo pós-doutorado na Unicamp sobre as expressões e metamorfoses da histeria na literatura brasileira, onde também dá aulas.

JULIA DE SOUZA nasceu em São Paulo em 1986. É mestre em literatura brasileira pela USP, poeta e tradutora. Publicou os livros de poesia “Covil” (2013), “Gigante vermelha”(2016) e “As durações da casa” (2019), todos pela editora 7Letras. Em 2023 lançou “John”, seu primeiro livro de prosa, pela editora Âynè.

AMARA MOIRA (Campinas/SP, 1985) é travesti, feminista, doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e autora dos livros “E se eu fosse puta” (n-1 edições, 2023) e “Neca: romance em bajubá” (Companhia das Letras, 2024), obra finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Além disso, ela traduziu o livro de contos “Chuva dourada sobre mim” (Diadorim editora, 2024), da travesti argentina Naty Menstrual, e foi coordenadora do Museu da Diversidade Sexual em São Paulo, onde atualmente reside.

LUCIANY APARECIDA é autora de Mata Doce (Alfaguara, 2023), romance vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2024 e Finalista do Prêmio Jabuti e Semifinalista do Oceanos. Publicou ainda: Aziri (Círculo de poemas, 2026), Macala (Círculo de poemas, 2022), Joanna Mina (dramaturgia que resultou do edital Dramaturgias em Processos, do Teatro da USP). Com a assinatura Ruth Ducaso, publicou: Contos ordinários de melancolia e Florim, ambos pelo selo editorial paralelo13S. É professora do Programa de Pós-Graduação em Literatura e Crítica Literária da PUC-SP.

Sobre a cocuradoria e mediação:

VERONICA STIGGER é escritora, professora, crítica de arte e curadora. Doutorou-se em Teoria e Crítica de Arte pela Universidade de São Paulo (USP) e realizou pesquisas de pós-doutorado junto à Università degli Studi di Roma “La Sapienza”, ao Museu de Arte Contemporânea da USP e ao Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, estudando, entre outros, os artistas Maria Martins, Flávio de Carvalho e Nuno Ramos. Atualmente, desenvolve nova pesquisa de pós-doutorado junto à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Entre seus 14 livros de ficção publicados, estão Opisanie świata (2013), Sul (2016), Sombrio ermo turvo (2019) e Krakatoa (2024). Com Opisanie świata, seu primeiro romance, recebeu os prêmios Machado de Assis, São Paulo (autor estreante) e Açorianos (narrativa longa). Com Sul, angariou o Prêmio Jabuti. Sombrio ermo turvo, por sua vez, foi finalista dos prêmios Jabuti, Oceanos, AGEs e Minuano, e Krakatoa do Prêmio São Paulo de Literatura.

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