Contos de Cativeiro - Foto Ney Couteiro
Contos de Cativeiro - Foto Ney Couteiro

Contos de Cativeiro

Com Orum Aiyê Quilombo Cultural

Boca de Cena

Itaquera

Duração: 90 minutos

10

atividade presencial

Grátis

Local:  CAIXA PRETA - GINÁSIO DE ESPORTES

Retirada de ingressos com 1h de antecedência no local.

Data e horário

10/10 a 10/10

10/10 • Sábado • 17h30
Contos de Cativeiro - Foto Ney Couteiro
Contos de Cativeiro - Foto Ney Couteiro

Trazendo a negritude das margens para o centro das discussões culturais, o Orum Aiyê Quilombo Cultural estreia a produção cênica “Contos de Cativeiros”. Trata-se de um solo encenado e roteirizado pelo artista Marcelo Marques e dirigido por Renata Caetano, com direção de coreografia de Juliana Jardel e cenário e figurino de Raquel Rocha. A montagem pesquisa a mistura das linguagens corporais, do circo com a dança afro e a capoeira, além de outros elementos da cultura negra brasileira.

O espetáculo circense afro-diaspórico é protagonizado, dirigido e coreografado somente por artistas negros. Estamos em tempos em que a necessidade de atitudes afirmativas em relação à história e à cultura negra está cada vez mais pungente.

Contos de Cativeiros é, por sua essência, uma ação regada ao Axé da resistência negra, por ter em seu pilar a voz e o protagonismo preto entremeados em sua construção e narrativa, trazendo em sumidade a cultura negra, que vem sendo historicamente perseguida desde o período do Brasil Colônia.

O espetáculo tematiza uma história que retrata os caminhos percorridos pelo povo preto brasileiro desde a diáspora africana. Essa história é narrada pelo olhar de um preto velho simpático e de fala doce, trazendo para cada cena um recorte com foco na sabedoria, nas vitórias e expertises trazidas da África para o Brasil. Os contos trazem as alegrias, a resiliência e a fé negra.

O espetáculo nasce da necessidade de enfatizar o protagonismo negro em cena, assim como na sua produção cultural, de modo a trazer a negritude para a totalidade da produção cênica.

Usando toda a brasilidade que nos compõe, essa montagem une a musicalidade percussiva a técnicas de aéreos, malabares, dança afro-brasileira e capoeira, em uma junção harmônica de interpretação, narrativa e posicionamento político-social.

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