atividade presencial
Grátis
Local: Convivência
Acesso livre
Data e horário
14/11 a 14/11
As histórias tradicionais atravessam séculos, fronteiras e culturas porque encontram na oralidade um caminho de permanência e renovação. Nesta roda de conversa, Marco Haurélio e Giselda Perê compartilham suas pesquisas e experiências em torno dos contos da tradição oral, das narrativas populares e das matrizes africanas e afro-brasileiras.
Entre saberes ancestrais, repertórios populares e o ofício de narrar, o encontro convida o público a pensar a tradição como um patrimônio vivo transmitido pelo encontro entre quem conta e quem escuta. Uma conversa sobre a potência da oralidade como espaço de preservação, resistência e invenção.
Marco Haurelio é escritor, professor e divulgador das tradições populares. Dedica-se à recolha, estudo e salvaguarda dos gêneros da tradição oral (contos, lendas, poesia, orações), tendo publicado vários livros, como Contos folclóricos brasileiros, Contos e fábulas do Brasil e Contos encantados do Brasil. Seus livros foram selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para o Catálogo da Feira do Livro Bolonha, Itália, e receberam distinções como os selos Seleção Cátedra-Unesco (PUC-Rio) e Altamente Recomendável (FNLIJ). Finalista do Prêmio Jabuti em 2017, mestre em Teoria e História Literária (Unicamp), doutorando em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa (USP), estuda as relações do cordel com a tradição oral, profere palestras e ministra cursos sobre cultura popular, mitologia e contos de fadas em espaços os mais diversos. Curador do evento Encontro com o Cordel e cocurador da expografia Vidas em Cordel, do Museu da Pessoa.
Giselda Perê é mestra em arte/educação pelo Instituto de Artes da Unesp, artista e educadora. Há mais de 20 anos dedica-se à criação artística que valorize as sabedorias, as estéticas e a oralidade presentes em nossas ancestralidades africanas e afro-brasileiras. Há 15 anos fundou a Agbalá Conta e, com ela, dedica-se à criação na arte da narrativa, à formação de artistas e professores que buscam descolonizar o pensamento e investigar novas epistemologias fundadas nas culturas tradicionais pretas africanas e brasileiras. Foi atriz no Clã do Jabuti no espetáculo Eleguá, menino e malandro, foi diretora artística na Cia Quatro Ventos no espetáculo Awá, tecendo fios de ouro. Coordenou a equipe educativa da exposição Lélia em nós: festas populares e a americanidade, no Sesc Vila Mariana. É Sambadeira no Samba de Roda Nega Duda e coordena o projeto Erê no Colo de Iansã, projeto de acolhimento e formação das crianças do bloco afro Ilú Obá De Min.
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