Duração: 90 minutos
atividade presencial
Grátis
Local: Teatro | 1º subsolo
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.
Data e horário
Como a inteligência artificial reproduz heranças coloniais e hierarquias sociais? E como a arte pode intervir nesses processos e abrir espaço para outros imaginários e formas de produzir conhecimento? A conversa reúne Giselle Beiguelman, Larissa Macêdo e Barnabé Sauvage para discutir as relações entre arte, inteligência artificial, memória, raça e território a partir de perspectivas críticas e contracoloniais. Entre os temas estão os vieses nos bancos de dados e sistemas de classificação, a reparação de apagamentos históricos e os impactos políticos, ecológicos e infraestruturais das tecnologias digitais.
Giselle Beiguelman é artista e professora titular da FAU-USP. Investiga relações entre arte, inteligência artificial, memória e política. É autora de Políticas da imagem, entre outros. Coordenadora do GAIA (Grupo de Arte e Inteligência Artificial FAU/Inova-USP) e do Projeto Temático Fapesp Acervos Digitais e Pesquisas. Suas obras integram coleções públicas de museus no Brasil e no exterior. Recebeu vários prêmios nacionais e internacionais.
Larissa Macêdo é cofundadora da plataforma < ater >, professora, artista, curadora e doutora em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Seu trabalho se concentra nas interseccionalidades entre arte, tecnologia, inteligência artificial e redes sociais, com foco em raça, gênero e territorialidades, a partir de uma perspectiva negra e contracolonial. Leciona nos cursos de Artes Visuais, Licenciatura em Artes e Comunicação Social do Centro Universitário Belas Artes (FEBASP).
Barnabé Sauvage é pesquisador de pós-doutorado no Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS). Seus interesses de pesquisa incluem cinema e cultura visual contemporânea, em especial filmes gerados por IA que exploram as consequências políticas, ecológicas e infraestruturais dessa tecnologia.
Maraiza Adami é educadora , cientista social e bacharela em Sistemas de Informação pela USP. Mestre em Ciências humana na UFABC. Entusiasta do software livre, pesquisa as implicações sociotécnicas das tecnologias. Atua na associação MariaLab e no evento hacking Cryptorave .
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