Foto: divulgação
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Esgotado

Cuidar com as mãos: práticas manuais para elaborar afetos, corpo e pertencimento

Com Alekin Ambrosio

Avenida Paulista

Duração: 120 minutos

18

atividade presencial

R$ 9,00 Credencial Plena
R$ 15,00 Meia entrada
R$ 30,00 Inteira

Local: Tecnologias & Artes (4° andar)

Inscrições online, a partir das 14h: dia 25/3, para Credencial Plena e, em caso de vagas remanescentes, 27/3, para público em

Datas e horários

De 07/04/2026 a 09/04/2026

07/04 • • 19h30
07/04 • • 19h30
08/04 • • 19h30
09/04 • • 19h30

Esgotado

Foto: divulgação
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O curso propõe um espaço de cuidado coletivo a partir de uma perspectiva decolonial e ancestral. Durante os encontros, os participantes serão convidados a explorar práticas manuais, como pintura com pigmentos naturais, modelagem com argila, uso de fios e tecelagem, como caminhos para acessar afetos, reconstituir sentidos de corpo e construir vínculos comunitários.

A proposta se ancora em pensadoras como Audre Lorde, que afirma o direito de sentir raiva como parte da experiência política; Leda Maria Martins, que nos convida a criar um corpo cuidado e performático; Malcom Ferdinand, com sua proposta de uma ecologia decolonial; e bell hooks, que aponta o amor e a comunidade como práticas de liberdade.

Cada encontro articula um pilar teórico com uma atividade prática ancestral, incluindo momentos de escuta coletiva, vivência manual e partilha. A mediação será feita com base em princípios da terapia ocupacional comunitária e decolonial, da arte como cuidado e dos princípios da pedagogia da circularidade, utilizando-se de tecnologias ancestrais de cuidado comunitário.

Encontros:
1º – O direito de sentir raiva
Pintura com pigmentos naturais (urucum, carvão, açafrão, terra)
Reconhecer a raiva como emoção legítima e transformadora.

2º – Criar um corpo cuidado
Modelagem em argila do corpo e suas partes afetadas
Elaborar a dor e o cuidado por meio do corpo em criação.

3º – Uma ecologia do cuidado em comunidade
Construção coletiva de pequenos recipientes (vasos, potes, talismãs)
Reconectar-se com a terra e repensar a vida na relação comunitária.


Alekin Ambrosio é terapeuta ocupacional, professor universitário, poeta e candomblecista, pessoa negra, trans não binário e neurodivergente. Atuo com cuidado de pessoas negras, LGBTQIA+ e neurodivergentes, especialmente no contexto da vida adulta e da saúde mental. Estou docente do Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde pesquiso e ensino práticas de cuidado decoloniais, saberes ancestrais, racialização e experiências dissidentes de gênero e sexualidade. Sua trajetória articula o pensamento acadêmico com práticas artísticas, espirituais e comunitárias, desenvolvendo oficinas, vivências e grupos terapêuticos voltados para o fortalecimento da autonomia, do corpo-sentido e das redes de pertencimento.

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