Tudo começou no início dos anos 1990, quando cinco amigos capixabas, movidos pela paixão pelo skate e pelo punk rock, formaram a banda Stage Dive, que logo se transformaria no Dead Fish. O grupo, que começou fazendo covers de Ramones, Bad Brains e Dead Kennedys, passou a compor suas próprias músicas e se consolidou como um dos principais nomes do hardcore brasileiro.
Com letras de forte teor político e social, o Dead Fish construiu sua trajetória denunciando a desigualdade, o preconceito, a hipocrisia e a desonestidade no país, sempre com uma postura progressista e combativa. Desde o lançamento do primeiro álbum Sirva-se (1998), que vendeu mais de 10 mil cópias de forma independente, a banda tem acumulado conquistas e reconhecimento ¿ como o VMB de Banda Revelação (2004) e Melhor Banda de Hardcore (2009).
Ao longo de mais de três décadas, o grupo lançou discos fundamentais como Sonho Médio, Zero e Um, Um Homem Só, Contra Todos, Vitória e Ponto Cego, este último produzido por Rafael Ramos e mixado por Bill Stevenson (Descendents, Black Flag). Com uma trajetória marcada por turnês no Brasil e no exterior, o Dead Fish segue ativo e relevante, mobilizando gerações de fãs.
Em 2024, a banda lançou seu décimo álbum de estúdio, Labirinto da Memória, pela Deckdisc. Segundo o vocalista Rodrigo Lima, o disco reflete sobre o tempo e a experiência sem nostalgia, funcionando como um “zine” de memórias boas e ruins ¿ um retrato honesto da vida e da sociedade contemporânea. Mantendo viva a energia do punk e a lucidez crítica que sempre definiram sua obra, o Dead Fish continua escrevendo sua história como uma das vozes mais potentes e coerentes do rock nacional.
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