Foto: Wikimedia Commons
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Ditadura argentina, 50 anos depois: direitos humanos e memórias em disputas 

Com Marcos Tolentino 

Centro de Pesquisa e Formação

16

atividade presencial

R$ 18,00 Credencial Plena
R$ 30,00 Meia entrada
R$ 60,00 Inteira

Local:  CPF - 4º Andar

Datas e horários

17/09 a 22/10

17/09 • • 19h00
24/09 • • 19h00
01/10 • • 19h00
08/10 • • 19h00
15/10 • • 19h00
22/10 • • 19h00
Foto: Wikimedia Commons
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De 17/9 a 22/10, quintas, das 19h às 21h30. Exceto dia 8/10.

Ao longo de cinco aulas, são abordados diferentes caminhos para compreender a experiência da ditadura argentina e suas reverberações no presente. O curso parte da análise do desaparecimento forçado de pessoas como uma modalidade central de repressão, discutindo também como se produziram saberes sobre essa prática a partir de testemunhos e denúncias. Em seguida, examina as estratégias desenvolvidas para representar os desaparecidos no espaço público, bem como a constituição de lugares de memória e consciência em espaços utilizados pela repressão. Também são explorados os arquivos que tornam possível investigar esse passado, com destaque para acervos de história oral e documentos produzidos por organizações de direitos humanos. Por fim, o curso se volta ao tempo presente para refletir sobre as disputas atuais em torno da memória da ditadura, considerando o contexto político contemporâneo sob o governo de Javier Milei.
O curso busca oferecer ferramentas para compreender como memórias são construídas, disputadas e mobilizadas, e por que seguem sendo centrais para os debates públicos na Argentina e na América Latina.  
 
Programação
 
 
Encontro 1 – 17/9  
Examina o desaparecimento forçado como prática sistemática de repressão durante a ditadura argentina (1976-1983), destacando o papel das instituições estatais na sua implementação. Analisa também a produção de conhecimento sobre essa violência a partir de testemunhos e denúncias de organismos de direitos humanos, discutindo suas implicações para os processos de memória, da verdade e da justiça.  
 
Encontro 2 – 24/9 
Discute as formas de representação das vítimas do desaparecimento forçado na Argentina no espaço público desde o fim da ditadura. A aula discute como práticas políticas, sociais e culturais operam na produção de memória coletiva, visibilidade e reconhecimento das vítimas, ao mesmo tempo em que expressam disputas em torno das narrativas sobre o passado recente.  
 
Encontro 3 – 1/10 
Analisa os lugares de memória e consciência na Argentina, sobretudo os implementados em locais utilizados pela repressão durante a ditadura. São examinados os processos históricos e políticos que levaram à sua constituição, com destaque para a atuação de organismos de direitos humanos e as iniciativas estatais de institucionalização dessas políticas.  
 
Encontro 4 – 15/10 
Discute os caminhos metodológicos para investigar a ditadura argentina (1976-1983), com foco nos diferentes tipos de arquivos produzidos no contexto da repressão e da luta por memória, verdade e justiça. São analisados, em particular, os acervos de história oral – com destaque para o Memoria Abierta – e os arquivos constituídos por organismos de direitos humanos, como o Clamor, atualmente disponível para consulta pública no CEDIC/PUC-SP.  
 
Encontro 5 – 22/10 
Discute quais memórias da ditadura argentina permanecem no espaço público cinquenta anos após o golpe, com foco no contexto atual sob o governo de Javier Milei. Discute-se como o questionamento público de temas anteriormente estabilizados – como o número de desaparecidos – reabre disputas em torno da legitimidade de certas memórias. Nesse contexto, analisam-se as tentativas de deslegitimação ou relativização dessas memórias por parte do Estado, e as formas de resistência a esse processo promovidas por organismos de direitos humanos, coletivos, artistas e movimentos sociais.

Com Marcos Tolentino, historiador, mestre e doutor em História pela Unicamp. Atua como pesquisador no Memorial da Resistência de São Paulo. 

Inscrições a partir do dia 27/8, às 14h, no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

O pagamento pode ser feito por meio de cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.

Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br. A declaração será encaminhada em até 30 dias.

O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por e-mail: atendimento.cpf@sescsp.org.br

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